?, ioana/Flickr
Foto
?, ioana/Flickr

The Photocrossing: o nome diz tudo, certo?

A ideia de Angélica baseia-se no conceito do "bookcrossing", de troca de livros entre desconhecidos, mas aplicado às fotografias

"The Photocrossing" é um projecto da Angélica para o mundo. O nome diz quase tudo. A ideia baseia-se no conceito do "bookcrossing", de troca de livros entre desconhecidos, mas aplicado às fotografias.

A ideia é de Angélica, que aos 32 anos, voltou às cadeiras da faculdade para perseguir o bichinho artístico que traz dentro dela. Assim, actualmente conjuga o segundo ano da licenciatura em História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com o trabalho no laboratório, fruto da primeira licenciatura, em Microbiologia.

Nos pontos em que as caixinhas do "The Photocrossing", recheadas de imagens, estiverem presentes, basta levar uma fotografia, substituí-la por outra e partilhá-la na página de Facebook do projecto. Também há "um bloco em cada caixa, que funciona como uma espécie de livro de visitas".

PÚBLICO -
Foto

Até agora, há três "spots", como lhes chama Angélica, na cidade do Porto: na Pensão Favorita, na White Box House no Oporto Poets Hostel. Entretanto, vão surgindo mais, depois da fase de "experimentação", mas o objectivo é chegar muito mais longe. Por isso, Angélica já levou este projecto até Lisboa e já há uma caixinha no Lisbon Poets Hostel.

Internacionalizar é "o que faz sentido"

A escolha dos locais não é ao acaso. "Estamos a colocá-las neste tipo de locais, por um lado pelo desejo de internacionalização que temos, por outro, para tentar responder a um turismo que é cada vez mais cultural", explica a mentora. "Se em vez de uma recordação produzida em série o turista ou viajante que nos visita puder levar uma fotografia singular ou com poucos exemplares (e gratuitamente) pode ser uma ideia interessante".

Esta ideia de internacionalização, de que Angélica fala, é a primeira razão do nome e do blogue em inglês. É que expandi-lo para o mundo é "o que faz sentido, neste tipo de projecto", afirma.

A "marinar" há cerca de meio ano, o projecto ainda não chegou à fase de divulgação "a sério", mas está calmamente a caminhar nesse sentido. Por isso, quem adere "tem aderido bem", mas "ainda não ao ritmo que o projeto deseja", conta Angélica Ramos. Ainda assim, garante, "as pessoas acham todas a ideia muito interessante".

As fotografias, para já, são quase todas desta microbióloga artista e dos amigos, que ela "arrastou" para o projecto, mas hão-de ser de muito mais gente, em breve. Aí, a ideia vai querer também "mostraro trabalho de pessoas que gostam de fazer fotografia" e, quem sabe, dar origem "a uma primeira exposição com algumas das fotografias trocadas".