Seguro diz que hoje é um “dia negro” porque Portugal não regressou aos mercados

Líder socialista diz que o Governo “falhou” na concretização das metas orçamentais, no controlo da dívida pública e no objectivo de regresso aos mercados.

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Para Seguro, “a questão fundamental é o Governo reconhecer que a sua estratégia falhou” Enric Vives-Rubio

O secretário-geral do PS afirmou que esta segunda-feira é um dia “negro” para Portugal, já que não concretizou nesta data de 23 de Setembro o regresso aos mercados, salientando que os portugueses exigem do primeiro-ministro uma explicação.

António José Seguro falava depois de um extensa arruada em Bragança, desde o mercado até ao Largo da Sé desta cidade, programa que se integrou na campanha do candidato socialista à presidência da autarquia, Júlio Meirinhos.

Numa declaração aos jornalistas, António José Seguro referiu que o Governo tinha fixado o dia 23 de Setembro deste ano como a data de regresso a mercados, “o que não se verificou”.

“Este é um dia negro para o nosso país – e digo isto com tristeza. O PS avisou que a estratégia escolhida pelo Governo era errada, porque o país está a empobrecer, os portugueses passam por enormes sacrifícios impostos pelo Governo, e o Governo falhou”, sustentou o líder socialista.

Segundo Seguro, o Governo “falhou” na concretização das metas orçamentais, no controlo da dívida pública e no objectivo de regresso aos mercados.

“Este é de facto um dia de grande preocupação para os portugueses e espero que o primeiro-ministro assuma esse fracasso, reconhecendo os erros”, declarou.

Interrogado sobre a necessidade uma concertação estratégica política e social de médio prazo para que Portugal evite ser alvo de um segundo resgate financeiro, António José Seguro contrapôs que “a questão fundamental é o Governo reconhecer que a sua estratégia falhou”. “O primeiro-ministro deve explicar isso aos portugueses, não pode dizer que os mercados não o compreendem. Foi a sua política de empobrecimento que falhou e o país exige uma explicação”, insistiu o secretário-geral do PS.