Basílio Horta aposta no crescimento económico para aumentar apoio social em Sintra

Basílio Horta lembrou que há uma queda sem precedentes do consumo privado
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Basílio Horta diz que a câmara tem os 2,5 milhões de euros necessários à construção dos novos centros de saúde Miguel Manso/Arquivo

O candidato socialista a Sintra, Basílio Horta, afirmou nesta segunda-feira que só através da aposta no crescimento económico e na poupança na despesa corrente da autarquia será possível aumentar as respostas sociais aos mais desfavorecidos.

“Se conseguirmos poupar no funcionamento corrente da Câmara, e vamos com certeza poupar alguns milhões, sem despedimentos de pessoas do quadro, se conseguirmos um crescimento económico que possa melhorar e inverter a situação em que o concelho está, aquilo que pouparmos é para ser distribuído pelas pessoas”, disse o candidato à agência Lusa.

O também deputado participou nesta segunda-feira numa arruada na localidade da Rinchoa, na freguesia de Rio de Mouro, onde contactou com vários moradores da zona que se queixaram da inexistência de creches e de lugares para os idosos ocuparem os seus tempos.

Basílio Horta afirmou à agência Lusa que a falta de instituições na área social exige uma forte resposta do município ao nível da economia, com a captação de investimento nacional e estrangeiro para instalação de empresas no concelho, de forma a dinamizar e estimular o desenvolvimento económico, não só da população, mas também da autarquia.

“Sem economia, a política social é prejudicada gravemente. A política social não é feita de esmolas e de subsídios. A política social é apoio sustentado, e o que sustenta o apoio da política social é o crescimento económico e o combate ao desemprego, como queremos fazer”, sustentou.

O candidato socialista adiantou que, para investir no apoio social, terá de captar empresas para o concelho de Sintra, uma vez que desta forma aumentará as receitas municipais através dos impostos que essas empresas irão pagar.

“No ano passado o orçamento da câmara teve dois milhões para apoio social. Uma câmara com 150 milhões de orçamento tem apenas 1% de apoio social. Vou aumentar esse apoio, mas para isso tenho que aumentar as receitas da câmara e poupar na despesa corrente. A única forma [de travar a pobreza] é pôr dinheiro no bolso das pessoas e para isso é preciso diminuir os impostos e aumentar o emprego”, adiantou.

À presidência da Câmara de Sintra, além de Basílio Horta, concorrem Pedro Ventura (CDU), Marco Almeida (independente), Luís Fazenda (BE), Barbosa de Oliveira (independente), Nuno da Câmara Pereira (PND), Pedro Pinto (PSD/CDS-PP), Nuno Azevedo (PAN), Barbosa de Oliveira (independente) José Lucena Pinto (PNR) e António Laires (PCTP/MRPP).

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