Seguro acusa Passos de faltar à verdade sobre cortes nas reformas

Líder do PS lembra que Passos Coelho garantiu aos portugueses, na sua campanha eleitoral de 2011, que não faria cortes retroactivos na reformas,

O último fim-de-semana mostrou já o secretário-geral do PS, António José Seguro, com uma postura de campanha eleitoral
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O líder do PS lembrou que Passos prometeu, na campanha das legislativas de 2011, que não iria mexer nas reformas. Nelson Garrido

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusa o primeiro-ministro de faltar à palavra quando há dois anos prometeu ser contra o corte retroactivo das reformas e desafiou-o a explicar porque é que mudou de ideias.

"Passos Coelho prometeu há dois anos que não cortava retroactivamente nas reformas, garantiu isso aos portugueses e agora está a fazer o contrário, faltando à sua palavra, faltando à verdade e não assumindo os compromissos com os portugueses", disse António José Seguro no final de uma arruada com o candidato do PS a Sintra, Basílio Horta.

O líder socialista adiantou que “este assunto é da maior gravidade”, uma vez que, em Abril de 2011, quando “Passos Coelho andava a pedir os votos aos portugueses disse textualmente que era contra o corte retroactivo nas reformas, porque isso significaria o Estado apropriar-se de dinheiro que não era seu”.

“O primeiro-ministro disse uma coisa para apanhar votos e está a fazer outra completamente diferente no Governo. É altura de dizer aos portugueses porque é que prometeu uma coisa nas eleições e está a fazer outra completamente diferente quando está no Governo”, sublinhou António José Seguro.

Depois de esta semana terem estado em Sintra os antigos presidentes da República, Mário Soares e Jorge Sampaio, bem como o fundador do CDS-PP e antigo ministro socialista Freitas do Amaral, hoje foi a vez do líder do PS se juntar à campanha de Basílio Horta.

Junto à estação ferroviária de Queluz, o líder socialista discursou para cerca de três centenas de pessoas, em cima de uma cadeira, tendo afirmado que "de Norte a Sul, do interior ao litoral" muitos portugueses lhe dão conta da "situação dramática em que vivem", afirmando estarem "desencantados com os políticos". "Uma das razões porque as pessoas estão desencantadas com a política é, precisamente, por haver políticos que prometem uma coisa para ganhar os votos e fazem outra completamente diferente no Governo. E Passos Coelhos é um desses", adiantou.

Minutos antes, já Basílio Horta, que tem como principais propostas eleitorais a criação de emprego através da captação de investimento e de empresas para o concelho, prometeu trabalho, seriedade, transparência e serviço público, caso vença as autárquicas de 29 de Setembro.

"Temos mais de 25 mil desempregados. É para eles que temos de trabalhar. Temos 6 mil jovens em risco. Temos um concelho em que milhares de famílias não têm pão na mesa - é para essas famílias que vai a nossa atenção", disse.

À presidência da Câmara de Sintra, além de Basílio Horta, concorrem Pedro Ventura (CDU), Marco Almeida (independente), Luís Fazenda (BE), Barbosa de Oliveira (independente), Nuno da Câmara Pereira (PND), Pedro Pinto (PSD/CDS-PP), Nuno Azevedo (PAN), Barbosa de Oliveira (independente) José Lucena Pinto (PNR) e António Laires (PCTP/MRPP).