Aulas adiadas uma semana na escola de música do Conservatório

Directora diz que a mudança das regras, neste ano, fez atrasar as contratações de professores.

Para alguns dos lugares disponíveis há 30 candidatos. É preciso entrevistar todos
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Para alguns dos lugares disponíveis há 30 candidatos. É preciso entrevistar todos Helena Colaço Salazar

Mais uma semana. É a estimativa de Ana Mafalda Pernão, directora da Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, para que as aulas possam começar — pelo menos “à maioria das disciplinas académicas”, explica.

É que aqui, nesta escola, há 78 professores para contratar e, pela primeira vez, o ministério da Educação não permitiu que as contratações fossem feitas ainda em Agosto, como era habitual. Resultado: os alunos da escola ficam em casa mais uns dias.

Só na sexta-feira a directora começou a convocar os professores candidatos, um a um. Para alguns dos 78 lugares disponíveis “chega a haver 30 candidatos” e mandam as regras que todos, sem excepção, sejam entrevistados.

“Estamos a dar o máximo”, diz Ana Mafalda Pernão, mas o processo é demorado. “Estamos ainda a convocar... e a fazer as entrevistas... e ao mesmo tempo a receber professores que estão hoje a chegar”, depois das colocações da semana passada.

De acordo com a directora, em declarações ao PÚBLICO nesta segunda-feira, as aulas deverão começar no dia 23, mas se calhar não começam a todas as disciplinas. Na Escola de Música do Conservatório Nacional, o arranque do ano lectivo foi adiado uma semana, pelo menos. E isso mesmo consta do site da escola: "Por atraso no processo de contratação de professores, foi recalendarizado o início do ano lectivo", informa-se.

Muitos dos 78 lugares para contratações são ocupados há anos pelos mesmos professores, explica ainda. E há uma grande probabilidade de muitos desses professores voltarem a ser escolhidos. Mas, ainda assim, as entrevistas têm de ser feitas, lembra a directora. Há sempre a possibilidade de aparecer um com mais graduação.

A Escola de Música não foi a única a adiar o início do ano lectivo por uma semana. Tal como o PÚBLICO noticiou na sexta-feira, muitas escolas com autonomia ou integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária optaram também por começar as aulas só a 23 de Setembro. O motivo é o mesmo: terem sido obrigadas a adiar a contratação de professores.

 

Notícia actualizada às 13H28