Jerónimo vai ao MOTELx estrear uma curta de terror no espaço

Jerónimo Rocha queria fazer um filme de terror no espaço. Começou com 30 segundos mas “Dédalo”, o spot publicitário do MOTELx 2013, transformou-se na curta-metragem que abre o festival, de 11 a 15 de Setembro, no Cinema São Jorge

“Dédalo”, uma refinaria espacial de um futuro distópico, está infestada de criaturas diabólicas. Uma pequena equipa é contratada para resolver o problema e pôr a refinaria a trabalhar a tempo de o cargueiro chegar a tempo ao planeta de destino. Pelo meio, Siena (Sofia Helena), tenta sobreviver às criaturas.

Esta é a sinopse de “Dédalo”, curta-metragem de Jerónimo Rocha que abre a 7.ª edição do MOTELx a 11 de Setembro, quarta-feira, pelas 21h30. Começou por ser a base do spot publicitário desta edição do festival, mas logo ultrapassou os 30 segundos inicialmente previstos. “A ideia era fazer um filminho em que se via uma rapariga passar por detrás de um monstro para poder chegar a uma parte de uma nave, sem o alertar”, conta o realizador de 32 anos ao P3. Esse pequeno troço foi sendo desenvolvido, à medida que ia desenhando os pormenores da nave e do espaço.

Jerónimo Rocha, que faz parte da equipa da produtora Take it Easy desde 2005, não é um estreante no mundo das curtas (realizou "Breu") ou do MOTELx. É dele o vídeo promocional de 2012, no qual um monstro invade a cidade de Lisboa (vê vídeo ao lado). Depois do monstro, ideia pensada durante um ano inteiro, Jerónimo quis subir “ainda mais a parada”.

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A nave da curta-metragem de terror no espaço foi construída por Bruno Caetano DR

“Dédalo” nasceu da vontade que o jovem do Porto tinha de trabalhar com técnicas antigas de efeitos especiais, recorrendo o mínimo possível ao 3D. Daí a recriação física da nave espacial (construída por Bruno Caetano) e do monstro (“manobrado” por Frederico Amaral). A principal influência foi “Alien” (1979) de Ridley Scott, um filme que resume aquilo de que Jerónimo mais gosta no terror, sobretudo no espaço.

A central eléctrica do Carregado, actualmente desactivada, foi o local escolhido para as filmagens, que apenas duraram dois dias. Entre fumo, água e “luzes tipo de ambulância”, Frederico Amaral vestiu o fato de monstro durante cerca de doze horas e antiga central eléctrica transformou-se numa refinaria espacial.

O que Jerónimo — que trabalhou várias vezes com Tiago Guedes, a última das quais em “Odisseia” — mais gostava era de assistir à estreia da curta de dez minutos virado para a plateia do Cinema São Jorge, em Lisboa, para ver a reacção das pessoas. Daí pode vir, ou não, a confirmação de que “Dédalo” é uma história com potencial; é que o realizador queria fazer disto uma longa-metragem, “uma coisa ainda mais arrojada”.

Para já, está a trabalhar numa novela gráfica passada nos anos 30 do século XX, “O Casalinho do Diabo”. “É um projecto apenas gráfico, de um livro ilustrado”, sublinha o também ilustrador.

Notícia actualizada às 11h32 do dia 16 de Setembro de 2013