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A Alfacinha, a Medusa e outras peças do Laboratório d'Estórias

Rute Rosa e Sérgio Vieira estão a comercializar as primeiras duas peças e preparam-se para lançar “O Corvo e o Rei Midas”

"A Medusa e o Manjerico", "A Alfacinha dos Caracóis" e uma série de outras "histórias de um Portugal diferente" — como "O Corvo e o Rei Midas", ainda no "forno" do Laboratório d'Estórias. Este espaço experimental e multidisciplinar de design foi criado no passado mês de Junho. Primeiro passo: reinventar objectos e estórias tradicionais, inspirando-se na cultura popular portuguesa.

Era uma vez uma mulher-serpente que transforma tudo em pedra com o olhar e que recebeu um manjerico pelos santos populares. Era uma vez uma pequena menina de caracóis castanhos escuros que sabia a origem do nome "alfacinhas". Era uma vez Rute Rosa e Sérgio Vieira, fundadores do Laboratório d'Estórias. Apresentam-se assim: “Se a história de Portugal tivesse sido diferente, será que mudaria alguma coisa na forma como nos vemos enquanto povo? Com essa ideia em mente, decidimos abraçar o desafio de tentar contar esta estória através de objectos, mas, mais do que isso, de lançar um outro olhar sobre os ícones da cultura popular portuguesa”.

A dupla está a comercializar as primeiras duas peças e preparam-se para lançar “O Corvo e o Rei Midas”, que conta a história de um corvo, símbolo da cidade de Lisboa, que decide roubar a coroa do mítico rei com toque de ouro.

A internacionalização da cultura portuguesa é, no resto, um dos objectivos da marca, que procura valorizar as técnicas de pintura do final do séc. XIX e a vasta tradição de técnica manual das Caldas da Rainha. É uma história de Portugal pronta a exportar. “Cada uma das peças do Laboratório d’Estórias contém um desejo de surpreender o público interno e apelar a um público mais internacional, recriando a cultura popular portuguesa para encontrar pontos em comum com as estórias que fazem parte do património mundial”.

O Laboratório d'Estórias pretende convidar ilustradores, designers, escritores, pequenos produtores e artesãos nacionais para darem o seu contributo a cada peça, levando-as "muito mais além do que o seu propósito meramente decorativo ou funcional". São "artefactos de desejo”.