Benfica reclama demissão do presidente do Comité Olímpico

Em causa estão as críticas feitas por José Manuel Constantino à gestão de Luís Filipe Vieira.

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Enric Vives Rubio

O Benfica desafiou esta segunda-feira, através de um comunicado, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, a apresentar a demissão. Em causa estão as críticas feitas pelo dirigente à gestão de Luís Filipe Vieira na Luz.

"Um bom treinador será sempre penalizado num clube com deficiências e carências organizativas. Mas um mau treinador não vence por melhor que seja a organização. O problema do futebol do Benfica é de ambos os domínios. Vive de memórias. E chegou tarde ao comboio dos tempos actuais e das exigências que a organização desportiva requer", começou por escrever Constantino, na sua conta do Facebook, na sexta-feira de manhã.

Entre outras críticas, o líder do COP acusa a actual direcção de "populismo" e de mascarar a crise de resultados com anúncio de contratações. Palavras que foram muito mal recebidas na Luz.

Esta segunda-feira, os "encarnados" reagiram de forma dura. Lembrando que o clube "contou com a presença de 15 atletas que integram os seus quadros" nos dois últimos Jogos Olímpicos, e que actualmente "trabalha com dezenas de atletas, criando e proporcionado todas as condições de trabalho necessárias para que pensem única e exclusivamente" em competir, a direcção do Benfica convida José Manuel Constantino a demitir-se. 

"O presidente do COP não percebe que na base do Desporto, e na base da representação olímpica nacional, estão as federações e os clubes. Não compreende que antes de criticar para fora, tem de resolver os problemas que têm dentro, e não são poucos", pode ler-se no comunicado publicado no site do clube.

"A direcção do Sport Lisboa e Benfica considera que o Presidente do Comité Olímpico Português violou de forma grosseira os deveres de isenção, imparcialidade e independência que são essenciais no exercício das suas funções, razão pela qual entende que só resta um caminho ao presidente do COP, apresentar a sua demissão", conclui, revelando que se recusa a "manter mais qualquer contacto institucional" com o organismo.
 

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