Schäuble diz que terceiro empréstimo a Atenas será “mais reduzido”

Ministro alemão das Finanças afirmou nesta sexta-feira que o novo pacote de ajuda terá verbas mais pequenas em comparação com os dois primeiros programas.

Wolfgang Schäuble voltou a falar do terceiro resgate à Grécia
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Wolfgang Schäuble voltou a falar do terceiro resgate à Grécia Olivia Harris/REUTERS

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, acredita que o terceiro pacote de ajuda à Grécia será “mais reduzido” do que os dois programas que Antenas já teve.

“Antecipamos ajudas suplementares, sob a condição de o governo de Atenas cumprir os seus compromissos e com a ideia de que serão verbas bastante mais reduzidas do que as actuais”, disse, numa entrevista concedida ao jornal económico Handelsblatt.

Esta semana, durante um comício de campanha para as eleições de Setembro, Schäuble não hesitou em afirmar que “haverá mais um programa de ajuda à Grécia”, acrescentando que esta ideia já tinha sido defendida pelo Bundesbank, o banco central da Alemanha. Contudo, a Comissão Europeia e a própria chanceler alemã, Angela Merkel, têm remetido qualquer decisão para 2014.

Ontem, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, admitiu que a Grécia poderá precisar de um terceiro resgate financeiro. “Algo mais terá que acontecer”, disse, em entrevista ao diário holandês Het Financieele Dagblad.

“Um novo programa será necessário porque o actual pacote de ajuda termina no final de 2014”, afirmou, em linha com a posição assumida esta semana pelo ministro alemão das Finanças.

O comissário para os Assuntos Económicos e Financeiros, Olli Rehn, também refere que a resposta europeia pode passar por um prolongamento dos prazos dos empréstimos. E o alemão Jörg Asmussen, membro da comissão executiva do BCE, afirmou na quarta-feira em Atenas: “A Europa vai avaliar as medidas e uma assistência suplementar se a Grécia tiver conseguido um excedente primário [orçamental] anual e se o plano de consolidação orçamental estiver a correr bem”.

A Grécia recebeu, até agora, dois empréstimos no valos de 240 mil milhões de euros, o primeiro em 2010 e o segundo em 2011.