Sérvio Fejsa é reforço confirmado para o meio-campo

Luís Filipe Vieira espera que este seja o último ano em que o Benfica precisa de vender jogadores.

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O presidente do Benfica manteve esta sexta-feira as portas abertas a possíveis entradas e saídas de reforços até ao final do mês, mas confirmou desde já a contratação do sérvio Ljubomir Fejsa.

"Fejsa é um jogador referenciado. Só falta assinar. Vem preencher uma lacuna que tínhamos", adiantou Luís Filipe Vieira, em declarações à Benfica TV, confirmando a aquisição do médio defensivo do Olympiacos, de 25 anos.

Sobre as mexidas do mercado de Verão, deixou ainda a garantia de que Nemanja Matic só sairá pelo valor da cláusula de rescisão, ou seja, 50 milhões de euros. "Se for abaixo da cláusula, não sai", afirmou.

A necessidade de gerar receitas com venda de jogadores, de resto, é algo que o dirigente encara como transitório. "É o último ano que o Benfica vai precisar de vender jogadores. Se não vender, aumenta o endividamento e depois parou", revelou. "Este modelo que temos de criar receitas adicionais por mais-valias gera que nunca estabilizamos o plantel".

De futuro, a ideia é aproveitar cada vez mais a formação e ir aumentando o contigente português na equipa principal. . "Começar-se-á a notar algo de diferente, no que toca a jogadores portugueses. O trabalho de base que estamos a fazer em termos de formação… Somos o clube que fornece mais jogadores às selecções nacionais jovens", apontou.

A saída de Fariña e a contratação de Pizzi

O presidente do Benfica explicou também algumas das operações deste defeso. A começar pela aquisição do médio argentino Luis Fariña, que acabou por ser cedido ao Baniyas, do Dubai.

"Houve um clube do Dubai que fez proposta irrecusável ao Benfica. Cerca de 40% da transferência do jogador foi paga com esse empréstimo. E o jogador tem uma proposta que é um pouco mais do dobro do que ganhava no Benfica. Para além disso, o Dubai é uma região de grande interesse para o Benfica", explicou.

Sobre o "caso" Roberto, reforçou a posição que já tinha sido transmitida pelo clube à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). "Roberto foi comprado ao Atlético Madrid por 8,5 milhões de euros. Foi vendido a um clube com intervenção judicial. O Benfica fez questão de que os administradores assinassem um contrato que estipulava que, em caso de incumprimento, devolviam o jogdor. No ano em que começaram a pagar, a prestação falhou. O Benfica recuperou o seu activo", descreveu. "O Atlético [de Madrid] ficou o jogador, porque fez uma época fantástica".

No seguimento desse negócio, Pizzi acabou por assinar pelos "encarnados" e por ser emprestado ao Espanyol. "Para a posição dele [extremo] estamos carregados. Falámos com ele, o Pizzi assinou por seis anos [e não por cinco], foi para o Espanyol e para o ano fará parte do plantel do Benfica", garantiu.

Um último apontamento sobre Jan Oblak, guarda-redes que esteve emprestado ao Rio Ave mas que não tem comparecido na Luz para se treinar e aparentemente está em ruptura com o clube. "Se calhar foi mal aconselhado. É jogador do Benfica e para a semana podemos falar um pouco sobre ele. Não foi oferecido a ninguém aqui em Portugal", assegurou, referindo-se a uma entrevista de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, que afirmou ter recusado o jogador.