Chumbos sobem no 9.º ano

Continua a existir percentagem significativa que reprova antes do exame

Dos 105.201 alunos que em 2011/2012 se encontravam inscritos no 9.º ano, cerca de 17 mil reprovaram. No ano anterior tiveram este destino cerca de 14 mil. O que levou a que a taxa de conclusão do ensino básico baixasse de 86,2% para 83,1%, um dos valores mais baixos dos últimos anos.

Isto aconteceu no ano em que os alunos do 9.º ano conseguiram subir significativamente as médias nos exames nacionais de Português e Matemática, que contam 30% para a nota final, o que indicia que continua a existir uma percentagem significativa de alunos que não chegam sequer aos exames, chumbando antes. É o que a OCDE já classificou de "cultura da retenção".

Já no 12.º ano registou-se um aumento da taxa de conclusão que passou de 63,2% para 64,7%. Em 2010 tinha sido de 66,8%. No básico e no secundário é no ensino artístico especializado que os alunos têm mais sucesso, com uma taxa de conclusão de 98,4% e 74,7%, respectivamente.

Os alunos dos cursos profissionais não são obrigados a realizar exames para concluírem o ensino secundário. Estes cursos têm sido escolhidos por alunos com fraco rendimento escolar. Em 2011 concluíram o secundário 70,2% dos 33.456 inscritos no último ano desta modalidade. Em 2012 conseguiram chegar ao fim 68,8% dos 33.273 inscritos nesse ano. No básico, com 118 inscritos no último ano de cursos profissionais, a taxa de conclusão foi de 94,1%.

No ensino regular, as taxas de conclusão entre as raparigas são superiores às médias gerais. No básico sobem para 85,4% e no secundário para 67,9%. C.V.