Ana Cabecinha e o 8.º lugar nos 20 km marcha: "É a minha medalha"

Russa Lashmanova conquistou a medalha de ouro, juntando título mundial ao olímpico.

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Ana Cabecinha abraça a espanhola Beatriz Pascual no final da prova Franck Fife/AFP

A portuguesa Ana Cabecinha foi oitava classificada nos 20 km marcha nos Mundiais de atletismo, que decorrem em Moscovo. A prova foi ganha pela campeã olímpica, a russa Elena Lashmanova, que, aos 21 anos, garantiu o seu primeiro título mundial.

Lashmanova (1h27m08s) bateu a compatriota Anisya Kirdyapkina por três segundos, mas poderia ter terminado com uma vantagem maior, não fosse ter-se confundido com o sítio onde estava a meta já dentro do estádio Luzhniki.

A Rússia, que é a grande dominadora desta especialidade, esteve prestes a conseguir o pleno no pódio, mas Vera Sokolova, que estava em terceiro lugar, viu um terceiro cartão amarelo, por marcha ilegal, e foi excluída quando já estava dentro do estádio e faltava uma volta para o final.

A exclusão de Sokolova foi aproveitada pela chinesa Liu Hong (1h28m10s), que assim completou o pódio.

Ana Cabecinha foi a melhor das três portuguesas em prova, registando a sua melhor marca da temporada (1h29m17s). Inês Henriques foi 11.ª (1h30m28s), enquanto Vera Santos terminou no 17.º posto (1h31m36s).

"Não estava nada à espera deste resultado porque as guatemaltecas, as chinesas e a Inês estavam muito fortes. Não esperava ficar nas oito primeiras. Lutei até ao fim", disse Ana Cabecinha à Lusa, considerando que este resultado a deixa "felicíssima" e é equivalente a um pódio.

"É a minha medalha. Tive um mês e meio muito difícil depois da Taça da Europa, agora recuperei e vou continuar... Tive uma grande fibrose e foi complicado superar a dor", explicou.

Já Inês Henriques mostrou-se desapontada. "Queria um bocadinho mais. A prova começou muito lenta e, depois de os juízes mostrarem duas faltas, tive de me controlar. É óbvio que não estou contente com o 11.º lugar, mas foi o melhor que pude fazer. Depois das duas faltas, tive de me controlar, fiquei psicologicamente afectada e ressenti-me no final", disse à Lusa.

Vera Santos também ficou frustrada com o 17.º lugar: "O meu pior lugar era o 15.º, por isso o 17.º é um bocado frustrante, mas é a minha rampa de lançamento para voltar ao meu nível e estar em grande forma, para que para o ano esteja entre as 10 melhores."