Incêndio paralisa aeroporto internacional de Nairobi

Não há notícia de vítimas. Chamas foram controladas ao fim de quatro horas.

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Um gigantesco incêndio paralisou, nesta quarta-feira, o aeroporto internacional Jomo Kenyatta (JKIA), em Nairobi, um dos mais importantes da África Oriental. Não há notícia de vítimas.

O incêndio começou às 5h locais (3h em Lisboa). Mais de quatro horas depois, as chamas pareciam controladas, segundo um repórter fotográfico da AFP. Dezenas de camiões dos bombeiros e da polícia permaneciam no local.

“Com excepção de aterragens de urgência, todos os voos com destino ou partida do JKIA foram cancelados […] o aeroporto está fechado”, disse um responsável do ministério do Interior, Mutea Iringon. Os aviões que deviam aterrar em Nairobi foram desviados para Mombaça e Eldoret.

O fogo “destruiu completamente” o terminal de chegadas e a zona de imigração onde -  segundo fonte da autoridade de aviação civil queniana - as chamas terão deflagrado. A origem do incêndio ainda não foi determinada.  

Os meios de comunicação social quenianos divulgaram imagens de chamas e espessas nuvens de fumo negro. As estradas de acesso ao aeroporto foram encerradas para toda a circulação de veículos não envolvidos no combate ao incêndio.

Num comunicado, citado pela Reuters, o centro queniano de gestão de desastres, que inicialmente  declarara o incêndio controlado na zona de partidas internacionais mas ainda activo na zona de chegadas, informou que também estava controlado nesta área.

O Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, deslocou-se ao local para avaliar os estragos no aeroporto que tem o nome do seu pai, primeiro chefe de Estado do país.

O aeroporto foi fechado por tempo "indeterminado" e a transportadora aérea Kenya Airways só manteve cinco dos voos previstos, para Mombaça. Entretanto o aeroporto reabriu ao tráfego de carga e domésticos, mas os voos internacionais continuavam a ser dirigidos para outros aeroportos e centenas de passageiros continuavam fora do aeroporto à espera. 

O aeroporo  de Nairobi é um dos principais centros de tráfego aéreo de África. Para além de voos domésticos oferece ligação a numerosas capitais africanas e destinos europeus, asiáticos e no Médio Oriente. Fonte da aviação civil da região, citada pela AFP, indica que, no ano passado, foi utilizado por 6,2 milhões de passageiros.