Pires de Lima: sinal mais importante a dar à economia é a "maturidade política"

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Ministro da Economia diz que a “exposição dos casos BES e PT” pode ser “uma oportunidade para mudar alguns maus hábitos” Pedro Cunha

“O primeiro sinal que se pode dar à economia, sinal positivo, é precisamente a maturidade política, a estabilidade, a coesão desta coligação, o bom senso institucional entre todos os partidos. É o sinal mais importante que podemos dar à economia e, nomeadamente, a quem pensa ou quer investir em Portugal”, afirmou o titular da pasta da Economia em declarações aos jornalistas minutos depois de ter tomado posse no Palácio de Belém.

Pires de Lima deixou ainda “uma palavra de muito apreço” ao seu antecessor no cargo, Álvaro Santos Pereira, que não esteve presente na cerimónia de tomada de posse dos novos membros do Governo, naquela que foi a sétima alteração à composição do executivo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.

“Quero deixar uma palavra de muito apreço ao meu antecessor, professor Álvaro Santos Pereira, que em circunstâncias extraordinariamente difíceis foi ministro da Economia, e eu acho, acredito, que deixa esta pasta num momento de viragem e não quero deixar de lhe dar aqui um abraço e um agradecimento como português por tudo aquilo que fez pelo Governo nos últimos dois anos”, disse Pires de Lima, não fazendo referência à ausência do seu antecessor no cargo.

Além de Pires de Lima foram empossados Paulo Portas, que deixa os Negócios Estrangeiros e passa a vice-primeiro-ministro – com a coordenação na área económica e as negociações com a troika –, Rui Machete (Negócios Estrangeiros), Jorge Moreira da Silva (Ambiente, Energia e Ordenamento do Território). Mota Soares e Assunção Cristas mantêm-se à frente dos ministérios da Segurança Social e Agricultura e Mar, respectivamente. Mota Soares assumiu agora a pasta do Emprego ao passo que Cristas deixou o Ambiente e Ordenamento do Território.