Super Bock Super Rock procura reconquistar a confiança do público

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Hoje entram em acção os Arctic Monkeys, no palco Super Bock Rui GaudÊncio

Organização promete recinto melhorado.

Desde que o Super Bock Super Rock se mudou para a Herdade do Cabeço da Flauta, perto do Meco, que se discute a exequibilidade do recinto onde se realiza. E todos os anos a organização, a cargo da Música no Coração, anuncia novas medidas no sentido de introduzir correcções e produzir melhorias. Este ano não é diferente. O pó, os acessos congestionados, a acumulação de lixo no campismo, a lógica comercial agressiva no interior do recinto (seguida pela esmagadora maioria dos festivais, como se constatou no fim-de-semana passado no Optimus Alive) e a disposição espacial algo desordenada têm motivado críticas.

A ampliação de área relvada, o reforço das estruturas de higiene, a criação de novas zonas de estacionamento e o reforço dos transportes, com horários mais alargados, foram algumas medidas anunciadas pela organização.

O ano passado houve menos trânsito caótico, mas os espectadores também foram em menor número - 64 mil para os três dias, onde evoluíram Peter Gabriel, Lana Del Rey, M.I.A. ou St. Vincent. Este ano, segundo a organização, a procura de bilhetes tem sido maior, tendo sido fixado um limite de lotação diário para o recinto, na ordem das 30 mil pessoas, para evitar aglomerações.

Nesta edição passarão pelos três palcos cerca de 50 grupos, sendo os cabeças de cartaz bandas reconhecidas do universo rock como os Arctic Monkeys, The Killers e Queens Of The Stone Age.

Hoje entram em acção os Arctic Monkeys (1h, palco Super Bock), regressando a um festival onde estiveram em 2011, ano da edição do seu último álbum, Suck It And See. Agora os quatro músicos de Sheffield, praticantes de rock geométrico e vigoroso, que alcançaram fama nos anos 2000, preparam-se para lançar o quarto álbum - AM chegará às lojas em Setembro.

Amanhã será a vez dos americanos The Killers (1h, palco Super Bock) apresentarem Battle Born do ano passado, exemplo de rock épico, com guitarras de sonoridade grandiosa e teclados melodramáticos, com a voz do carismático Brandon Flowers pairando sobre toda a estrutura.

Grande expectativa está reservada para os Queens Of The Stone Age (sábado, 00h30, palco Super Bock), com uma vasta legião de fiéis do rock mais musculado em Portugal, apesar do novo álbum, ...Like Clockwork, ter dividido as opiniões.

Ao longo das três noites, no palco principal, irão evoluir outros nomes relevantes, como a americana Azealia Banks (hoje, 21h50), que se estreará em Portugal, apesar de ainda não ter lançado o álbum de estreia, mas com um passado recente de EP revitalizantes, numa linha onde as electrónicas urbanas e a cultura hip-hop se encontram.

O ex-Smiths Johnny Marr (hoje, 23h20) é outro músico sobre o qual recaem expectativas, aguardando-se que apresente canções dos Smiths e outras do álbum a solo The Messenger, enquanto os Black Rebel Motorcycle Club (amanhã, 20h) virão apresentar o rock nocturno de Specter At The Feast.

Não haverá muitas estreias em solo português. Para além de Azealia Banks, ou do guitarrista Gary Clark Jr., o relevo será o norte-americano Miguel (amanhã, 00h15, Palco EDP), figura nuclear da renovação das linguagens R&B através do álbum Kaleidoscope Dream. Os Tomahawk, Efterklang, Owen Pallett ou os Chk Chk Chk são alguns dos grupos credíveis, com passado nos palcos portugueses, que também actuarão no Meco.

Na zona dedicada às sonoridades dançantes - palco Antena3 - realce para o pioneiro do tecno de Detroit Carl Craig (2h, sábado), para a russa Nina Kravitz (hoje, 2h30) e para o chileno Ricardo Villalobos (amanhã, 3h30). Como sempre haverá também um contingente português alargado, com Clã, Anarchicks, Miss Lava, Manuel Fúria, Mazgani, Octa Push ou Kalu, o baterista dos Xutos & Pontapés. Mais informações sobre acessos, transportes ou campismo em www.superbocksuperrock.pt.