Famílias em "modo de sobrevivência" já compram menos pão, azeite e fruta

No primeiro semestre, volume de compras caiu 3,7%, um nível semelhante ao maior pico registado na Grécia em 2012.

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As famílias estão a adaptar-se como podem à crise. No início da turbulência económica, compravam mais marcas da distribuição, deixavam a carne de vaca, optavam por frango, e passavam a cozinhar mais refeições em casa.

Agora, estão a tomar medidas mais drásticas para gerir o orçamento mensal, cada vez mais apertado. A empresa de estudos de mercado Kantar Worldpanel diz mesmo que no primeiro semestre do ano os portugueses estiveram em "modo de sobrevivência".

Comprar o essencial passou a significar comprar menos. Não se trata de deixar de comprar a fruta importada ou o queijo especial. É comprar menos pacotes de leite, adiar a compra de água, levar menos azeite ou pão para casa. A amostra de 4000 lares de Portugal Continental a que a empresa recorre para medir constantemente as alterações de consumo, põe em evidência famílias focadas nos gastos com a alimentação, que procuram o melhor preço para rentabilizar o rendimento e 85% estão atentas às promoções (69% em 2009).

Na prática, esta tendência reflecte-se no número de produtos que colocam no carrinho do supermercado: o volume reduziu-se 3,7% no primeiro semestre e por cada acto de compra (ou seja, em cada ida à loja) as famílias levam menos 4,7% de produtos em comparação com o primeiro semestre de 2012.

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