PS vota a favor da moção de censura

O PS vai votar a favor da moção de censura ao Governo apresentada pelo Partido Ecologista os Verdes e que será discutida na quinta-feira na Assembleia da República.

Miguel Madeira
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Miguel Madeira

O PS junta-se assim ao PCP e BE que já manifestaram a sua intenção de votar a favor da moção do PEV. Carlos Zorrinho adiantou ao PÚBLICO que o PS o fará "com toda a naturalidade", uma vez que "há muito que o PS censura este Governo".

Segundo o líder parlamentar socialista, o voto favorável não tem qualquer influência no processo de diálogo encetado esta semana sobre o "compromisso de salvação nacional". "Nós não estamos a dialogar com o Governo, nós estamos a dialogar com os partidos", frisou Zorrinho.

Sobre o facto do PS dar o “sim” à moção do PEV ainda antes do texto ser tornado público, o que só deverá acontecer nesta segunda-feira, Carlos Zorrinho diz que “o voto é do texto resolutivo”.

Também neste domingo, o PS mostrou-se disponível "para se reunir, com todos os partidos políticos que concordem com os três pilares propostos pelo Presidente, incluindo a realização de eleições antecipadas em Junho de 2014". A mensagem foi transmitida a Cavaco Silva pelo líder socialista, António José Seguro.

Seguro escolheu Alberto Martins para chefiar a delegação dos socialistas. Segundo o site do PS, "a indicação do representante do PS só foi transmitida ao Presidente da República, depois de conhecidas as declarações públicas de Jerónimo de Sousa e de João Semedo de auto-exclusão dos seus respectivos partidos do processo de diálogo".

Por seu turno, o PSD fez saber que será o vice-presidente do partido, Jorge Moreira da Silva, a liderar a delegação social-democrata nas negociações. Do lado do CDS foi indicado Pedro Mota Soares, o actual ministro da Solidariedade e Segurança Social.

No seu site, o Partido Socialista informou que durante todo o sábado insistiu "na necessidade de todos os partidos com representação parlamentar serem convidados" a participar no processo de diálogo. Essa insistência durou toda a manhã e toda a tarde, até que foram conhecidas as posições públicas de auto-exclusão do processo de diálogo por parte dos líderes do PCP e do BE.

O partido reiterou "a defesa de que todos os partidos políticos com representação parlamentar deveriam ser convidados a participar". E negou que tenha havido, até ao momento, contactos informais entre os três partidos políticos que assinaram o memorando com a troika, PS, PSD e CDS.