Bolsa abre em terreno positivo mas juros da dívida sobem acima dos 7%

Banca está a impusionar subida do PSI 20 enquanto juros da dívida aumentam a cinco e dez anos.

Mercados reagiram no vermelho à demissão de Paulo Portas
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Mercados reagiram no vermelho à demissão de Paulo Portas Rafael Marchante/Reuters

Apesar do cenário de indefinição política que permanece no país, o principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, abriu nesta sexta-feira a subir 0,7% depois de no dia anterior ter encerrado em baixa, a perder 2,01%. Já no caso dos juros da dívida, a incerteza espelha-se no seu aumento.

Entre as cotadas, a que regista maior variação positiva é a Mota Engil, acima dos 2%, que, juntamente com a banca - com excepção para o Banif ­- está a impulsionar a subida do PSI 20.

No dia anterior, foi precisamente o sector da banca que empurrou o índice para o negativo, ficando a perder para 5.423,29 pontos. Entre as 20 cotadas que compõem o índice de referência da praça portuguesa, 17 desvalorizaram e apenas três terminaram o dia no verde.

Porém, os juros da dívida soberana de Portugal estavam a subir a cinco e dez anos e a descer a dois anos mas mantinham-se abaixo dos máximos da semana passada.

Às 8h30, os juros da dívida a 10 anos estavam a transaccionar-se abaixo dos 7%, nos 6,983%, depois de terem fechado a 6,901% na quinta-feira e a 7,465% a 3 de Julho, um máximo desde Novembro de 2012. No entanto, às 7h28 os títulos a 10 anos chegaram aos 7,053%, acima da barreira que levou Portugal a pedir o resgate.

No entanto, às 13h15, os juros a 10 anos estavam a transacionar-se no mercado secundário a 7,347%.

No prazo de cinco anos, os juros estavam nos 6,913%, acima dos 6,398% do encerramento de quinta-feira e dos 6,671% de 03 de Julho, um máximo desde Novembro de 2012.

A dois anos, os juros estavam a subir para 5,229%, depois de terem fechado a 5,200% na quinta-feira e a 5,302% a 04 de julho, um máximo desde Novembro de 2012.

A 3 e 4 de Julho, os juros da dívida soberana de Portugal dispararam devido à crise política desencadeada pela demissão do ministro de Estados e dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP, Paulo Portas, e desde então tinham descido em todas as sessões.

Europa em alta
As principais bolsas europeias abriram em alta, excepto Milão e Madrid, a seguir a tendência registada na quinta-feira em Wall Street, onde o Dow Jones voltou a atingir máximos de sempre na quinta-feira.

A política monetária expansionista para "o futuro imediato é necessária" e "não haverá uma subida automática das taxas de juro quando o desemprego alcançar 6,5%" nos Estados Unidos, (actualmente nos 7,6%) foram as frases do presidente da FED, Ben Bernanke, que levaram de novo o Dow Jones a atingir máximos históricos na quinta-feira.

Às 09h10 em Lisboa, o Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a subir 0,13% para 2.682,46 pontos.

O principal índice da Bolsa de Londres estava a subir 0,27% e os das bolsas de Paris e de Frankfurt estavam a registar ganhos de 0,15% e de 0,54%, respectivamente.

À mesma hora, o principal índice da Bolsa de Milão estava a descer 0,60% e o de Madrid registava uma perda de 1,11 por cento.

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