Rui Vilar não foi contactado para mediar acordo tripartido

Antigo presidente da Gulbenkian diz tratar-se de "especulação sem fundamento".

Rui Vilar passa a ser administrador não executivo
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Rui Vilar passa a ser administrador não executivo Rita Baleia

O economista e antigo presidente da Fundação Gulbenkian Rui Vilar negou ao PÚBLICO que tenha sido sondado para ser o mediador do acordo entre os três partidos políticos que assinaram o Memorando de Entendimento anunciado quarta-feira pelo Presidente da República.

“É uma especulação sem fundamento”, disse o actual administrador não executivo da Fundação Gulbenkian.

Questionado sobre se estaria disponível para aceitar um convite nesse sentido, caso ele fosse formulado, Rui Vilar afirmou que “é uma questão que não se põe”.

Na comunicação ao país, Cavaco Silva pediu um acordo de médio prazo entre PSD, CDS-PP e PS e afirmou que seria possível “recorrer-se a uma personalidade de reconhecido prestígio que promova e facilite o diálogo [entre os três partidos]".

Rui Vilar foi um dos nomes apontados como possíveis para este papel de mediador, para o qual foram referidos ainda o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e o presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda.

Presidente da SEDES antes do 25 de Abril, Rui Vilar foi ministro nos II e III governos provisórios (1974) e ministro dos Transportes no I Governo Constitucional (1976-1978),liderado por Mário Soares. Foi presidente da Caixa Geral de Depósitos entre 1989 e 1995.