Jerónimo defende que era "digno" demitir o Governo

Enric Vives-Rubio
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Enric Vives-Rubio

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu nesta terça-feira que "era digno e democrático" demitir o Governo, mas admitiu que não espera "grande coisa" por parte do Presidente da República na resolução da presente crise política.

"Era digno, era democrático, demitir este Governo, dissolver a Assembleia da República e convocar eleições para clarificar, para libertar o nosso país desta sensação de desgraça que este Governo tem praticado", afirmou Jerónimo de Sousa, à margem de uma reunião com a direcção da Federação Nacional dos Médicos.

Questionado sobre o que espera do Presidente da República, Cavaco Silva, na resolução da atual crise governativa, Jerónimo de Sousa disse que "não espera grande coisa".

"Eu não espero grande coisa. Eu creio que os alemães deram a bênção a esta coligação", afirmou, reiterando que, para o PCP, a questão que se coloca é a demissão de "um Governo descredibilizado, derrotado".

Jerónimo de Sousa questionou "o que é que vale", se "Paulo Portas que fez uma crítica ao ministro das Finanças e ao próprio primeiro-ministro", ou "o novo Paulo Portas" que, "rendido e com a corda ao pescoço, vai aceitar manter-se no Governo".