Seguro quer novo Governo para negociar segundo resgate

Secretário-geral garante que não recebeu qualquer informação sobre a eventualidade do Governo estar a negociar condições de um novo resgate

Daniel Rocha
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Daniel Rocha

Líder do PS esteve reunido no Largo do Rato com líder parlamentar dos Progressistas no Parlamento Europeu.

Nem mesmo com a aparente solução apresentada pelo PSD e CDS para segurar o actual Governo o PS deixa de clamar pela convocação de eleições antecipadas. O secretário-geral António José Seguro voltou esta segunda-feira ao tema para defender que “um segundo resgate parece inevitável” e que essa “negociação deve ser feito por um novo governo com legitimidade democrática”. “[Os últimos anos] foram dois anos perdidos para Portugal e Portugal não pode perder mais dois anos”, disse Seguro depois do seu encontro com o austríaco Hannes Swoboda, líder do grupo parlamentar da Aliança Progressista em Bruxelas. O grupo está reunido em Lisboa para debater a competitividade e a coesão na União Europeia.

Seguro reagiu ainda à possibilidade do actual Governo estar já a negociar as condições de um segundo resgate a Portugal. “Não quero acreditar que isso esteja a acontecer”, afirmou depois de garantir que ao Largo do Rato não tinham chegado quaisquer informações nesse sentido. E acrescentou que se tal estivesse a acontecer, Passos Coelho seria culpado de estar a fazer algo “nas costas dos portugueses”.

Swoboda defendeu também a realização e eleições em Portugal. “É óbvio que este Governo será muito fraco”, disse o austríaco depois de sustentar que “ninguém deve ter medo de eleições”. Até porque, na sua opinião, o actual governo português já deu mostras de não ter as condições necessárias para levar a cabo a mudança de política que o momento exige. Como pecados capitais da equipa de Passos Coelho, Swoboda apontou o “desrespeito” à importância das políticas sociais e a falta de apoio aos jovens empresários portugueses capazes de criar novas empresas e postos de trabalho.