Líder do CDS-Coimbra defende eleições legislativas antecipadas

Paulo Almeida, da comissão política distrital do CDS de Coimbra, junta-se na reivindicação já feita pelo líder centrista da Madeira, José Manuel Rodrigues. Uma decisão que implica a queda do actual Governo de coligação.

Paulo Almeida, presidente da distrital do CDS de Coimbra, juntou-se nesta sexta-feira à reivindicação do líder centrista madeirense de serem convocadas eleições legislativas antecipadas, afirmando que a “nobreza” das eleições” nunca são um “atropelo à democracia”.

Num artigo publicado no site Notícias de Coimbra, o presidente da comissão política distrital de Coimbra considera que a “medida mais acertada desta semana” foi o “adiamento to XXV Congresso do CDS-PP”, acrescentando que, em caso de manutenção da coligação, seria “melhor verificar primeiro as suas resistências antes de marcar data para o congresso”.

E quando se refere a “eleições no horizonte”, algo que admite que “muita gente pede e outros abominam”, refere-se a eleições legislativas como “um acto político audível, com certeza esclarecedor sobre a vontade” que Almeida espera que exista “de ter um CDS-PP maior”.

Logo na terça-feira, dia em que o ministro Paulo Portas se demitiu de forma “irrevogável” da pasta dos Negócios Estrangeiros, o CDS-Madeira reuniu-se enaltecendo o “acto de coragem e exemplo de dignidade” do líder do CDS.

“Tudo tem limites”, afirmou na altura José Manuel Rodrigues. Deixou claro que o partido “deve sair imediatamente do Governo, abrindo caminho à queda do executivo”, já que “este Governo e esta coligação não têm condições para continuar a governar o país”.

A palavra, defendeu o líder do CDS-Madeira, deve ser devolvida aos portugueses, “pela realização de eleições”. No dia seguinte, à entrada para a reunião da Comissão Executiva do CDS, o líder regional voltou a reforçar a necessidade de um novo governo, “seja no quadro da Assembleia da República seja, no limite, por via das eleições”.