CGTP marca manifestação para sábado junto ao Palácio de Belém

Arménio Carlos considera declaração de Passos Coelho “surrealista”. O Governo, diz, está “em avançado estado de apodrecimento”.

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"Este Governo não tem sustentabilidade social", diz o líder da CGTP Enric Vives-Rubio

A Intersindical reuniu de emergência a sua comissão executiva depois da declaração do primeiro-ministro ao país e decidiu que irá propor quarta-feira ao Conselho Nacional a realização de uma manifestação em Belém para reivindicar a queda do Governo.

“Este Governo não tem sustentabilidade social para continuar a governar, por isso, vamos propor amanhã ao Conselho Nacional a realização de uma grande manifestação em Belém, no sábado, para exigir a queda do Governo e do Memorando da troika e que o Presidente da República convoque eleições antecipadas”, disse Arménio Carlos à agência Lusa.

Pedro Passos Coelho anunciou que tenciona manter-se como primeiro-ministro, numa declaração ao país feita na sequência do pedido de demissão de Paulo Portas do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Arménio Carlos considerou que “estamos perante uma declaração surrealista de um primeiro-ministro de um Governo em avançado estado de apodrecimento”. “Este Governo não tem legitimidade nem credibilidade para continuar à frente do país”, disse o sindicalista, defendendo que está na altura de o povo “o demitir pela força da luta”.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresentou nesta terça-feira o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse que “seria precipitado aceitar o pedido de demissão” de Paulo Portas, pelo que não propôs ao Presidente da República a exoneração do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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