Brasil dá lição à Espanha na final da Taça das Confederações

Selecção de Scolari vence campea mundial por 3-0 na final do Maracanã.

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Fred e Neymar, os heróis da final Jorge Silva/Reuters
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Neymar marcou o terceiro golo do Brasil Paulo Whitaker/Reuters
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Neymar, a estrela do Brasil e da Taça das Confederações Paulo Whitaker/Reuters
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O novo Maracanã Paulo Whitaker/Reuters
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David Luiz evita o golo da Espanha Kai Pfaffenbach/Reuters
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David Luiz agradece a vitória Marcos Brindicci/Reuters
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Piqué expulso por falta sobre Neymar Sérgio Moraes/Reuters
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Scolari volta a ganhar com o Brasil Paulo Whitaker/Reuters
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A alegria dos brasileiros Kai Pfaffenbach/Reuters
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A tristeza dos espanhóis Marcos Brindicci/Reuters
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Sérgio Moraes/Reuters
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A desilusão de Casillas Kai Pfaffenbach/Reuters
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Paulo Whitaker/Reuters

O Brasil ganhou neste domingo a Taça das Confederações, batendo a Espanha por 3-0 num jogo em que a equipa de Luiz Felipe Scolari foi sempre superior ao onze de Del Bosque.

A Espanha não perdia há 29 jogos, mas neste domingo deu uma pobre imagem de si. Muito por culpa de uma equipa brasileira atrevida, a jogar bom futebol, a quer ganhar e a fazer por isso.

Neymar e Fred foram os heróis da vitória brasileira.

Scolari consegue assim a quarta Taça das Confederações do Brasil e lança a candidatura da "canarinha" ao Mundial do próximo ano.

O Brasil entrou a matar. Pouco passava 1m30 de jogo quando Hulk fez um cruzamento longo da direita para a área espanhola. Fred saltou com Arbeloa, caiu no relvado, a bola surgiu-lhe frente ao pé direito e, ainda no chão, chutou para golo.

A maioria dos mais de 70 mil presentes nas bancadas entrou em delírio e voltaria a saltar das cadeiras logo aos sete minutos num lance que voltou a ter como como figura central Frederico Chaves Guedes (Fred). O avançado do Fluminense isola com um passe de calcanhar Óscar e este rematou forte levando a bola a roçar o poste esquerdo da baliza de Casillas.

A Espanha só aos 19' conseguiu chutar à baliza brasileira, mas Júlio César defendeu bem um remate forte de Iniesta.

Aos 31', o Brasil, sempre dominador, voltou a estar em destaque, com Neymar a isolar Fred frente a Casillas, mas este permitiu a defesa do guarda-redes espanhol.

A Espanha voltou a dar um ar da sua graça aos 400 com Pedrito Rodríguez a levar a bola até perto da linha de golo, mas David Luiz, com um corte perfeito, evitou o empate. E o Brasil acabaria por ir para o descanso a ganhar por 2-0: aos 43', Óscar, já dentro da área, deu para Neymar na esquerda e este, com um forte remate cruzado de pé esquerdo, não desperdiçou.

Um resultado justo ao intervalo para equipa mais organizada, mais motivada, mais ofensiva e com menos medo de arriscar.

A segunda metade começou como a primeira, com o Brasil a marcar e novamente por Fred. Óscar fez um passe para a entrada da área, Neymar fingiu que ia tocar na bola, mas deixou passar para Fred, que, na esquerda, rematou cruzado, para o fundo da baliza.

“O campeão voltou” gritou-se nas bancadas, após o 3-0 do Brasil.

E a noite não estava de feição para a Espanha. Aos 53' Marcelo faz penálti sobre Navas, mas Sergio Ramos, chamado a marcar, rematou ao lado.

Com tudo a correr mal para a Espanha, aos 67' Piqué foi expulso por derrube de Neymar, que surgiu isolado junto à área espanhola.

Até ao final da partida a Espanha ainda tentou o golo, mas o Brasil continuou senhor do jogo e foi um justíssimo vencedor, mostrando que no próximo ano é um forte candidato a terminar com a hegemonia da Espanha, que ganhou os dois últimos Europeus e o Mundial de 2010.

As equipas alinharam da seguinte forma:

Brasil Júlio César; Dani Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes, aos 87m) e Oscar; Hulk (Jadson, aos 71m), Fred (Jô, aos 79m) e Neymar.
Espanha Casillas; Arbeloa (Azpilicueta, aos 45m), Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Iniesta e Xavi; Pedro, Fernando Torres (David Villa), aos 58m) e Mata (Navas, aos 53m).

 

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