Passos confia em que a recessão “está a abrandar” e que “viragem económica” virá até ao fim do ano

Passos Coelho considerou que a meta de 5,5% do PIB fixada para o défice deste ano é “perfeitamente alcançável”.

Pedro Passos Coelho reitera que o Governo pretende começar a repor os subsídios de férias e de Natal em 2015
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Pedro Passos Coelho reitera que o Governo pretende começar a repor os subsídios de férias e de Natal em 2015 Nuno Ferreira Santos

O primeiro-ministro considerou nesta sexta-feira que a recessão em Portugal “está a abrandar”, o que constitui um “motivo de esperança” e um indicador de que a “viragem na tendência económica” vai acontecer até ao fim do ano.

Ao mesmo tempo, e apesar dos indicadores que apontam para um aumento das despesas públicas nos primeiros meses deste ano, Pedro Passos Coelho considerou que a meta de 5,5% do PIB fixada para o défice orçamental deste ano é "perfeitamente alcançável".

Segundo Passos Coelho, que falava aos jornalistas no final de uma cimeira de líderes da União Europeia (UE), a economia portuguesa está a começar a registar algumas "notícias tímidas mas importantes", o que alimenta a sua convicção de que haverá uma "viragem na tendência económica" até ao fim do ano.

Um destes sinais, exemplificou, refere-se ao índice de produção industrial, que, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), registou um aumento de 2% e 4,5% nos últimos dois meses. Embora ainda seja negativo, este índice "rompeu" uma "tendência de queda" que se arrastava desde 2011, vincou.

O chefe do Governo sublinhou igualmente que depois de ter sido a segunda economia europeia que mais se afundou no último trimestre de 2012, a seguir à Grécia, no primeiro trimestre deste ano, "Portugal já esteve muito perto da média europeia". No segundo trimestre, esta tendência "ainda melhorará mais", prognosticou. Estes sinais mostram que "a recessão em Portugal está a abrandar", o que é "motivo de esperança".

O primeiro-ministro não o disse, mas parte desta "convergência" entre Portugal e o resto da zona euro deve-se à desaceleração da actividade económica em quase todos os países, tendo vários deles entrado em recessão.

Passos afirmou ainda que o agravamento do défice orçamental nos primeiros meses de 2013 para 8,8% do PIB resultam do aumento da despesa pública provocado pelo pagamento dos dois subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas, resultante do acórdão do Tribunal Constitucional, mas que a meta de 5,5% do PIB prevista para este ano permanece "perfeitamente alcançável". Segundo afirmou, os dados do segundo trimestre deste ano mostram que "temos todas as possibilidades" de atingir a meta prevista no programa de ajustamento económico e financeiro assumido pelo país como contrapartida da assistência financeira da zona euro e FMI.