Obrigado, Maria João

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Não têm sido fáceis os dias para a Maria João. Ainda anteontem passou o dia na cama com uma enxaqueca intragável. A casa esteve escura, escondida do sol. Mas hoje, se Deus quiser, será a princesa feliz da história que ela inventou. E eu terei a sorte deliciosa de poder festejar o aniversário dela. Com ela.

Parabéns, Maria João! Por um pouco não estavas cá e este seria o dia mais triste do ano para nós os dois, para o nosso amor e para mim. Se eu ainda cá estivesse.

Mas estás e está sol e nós podemos passar o dia a vê-lo passar ao lado de nós. Há ginjas amarguinhas para dispararmos nas nossas bocas. Há o mar à nossa espera, aquecido pelas vésperas do teu aniversário, para fazermos dele o que quisermos.

O mar há-de amansar-se e aquecer-se só para ti. Caso decida não colaborar, viras-te para ele e condescendes com ele, dizendo que ele fica mais bonito quando se zanga. O que também é verdade.

Esta é a primeira crónica que te dedico em que não estamos à espera de operações e de exames complicados. Por uns momentos estamos abençoadamente livres.

Esta é a semana das fogueiras e dos cardos roxos que nos assustaram de tão altos. Não precisamos de queimá-los e de esperar pelo dia seguinte para sabermos se nos amamos ou não. Amamo-nos. Chegámos aqui. Estamos outra vez vivos. E eu, desta vez, nem sequer vou fingir que o meu coração te escolheu e que eu tive a sorte de o teu ir atrás do meu.

Foi desta que nos apaixonámos de vez. Ó meu Amor!

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