Passos Coelho: “País precisa menos de greves e mais de trabalho”

Primeiro-ministro diz que fazer greve "é direito inalienável", mas argumenta que não é disso que Portugal necessita.

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Passos Coelho, em Maio, no Parlamento Rui Gaudêncio

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou nesta quarta-feira que o Governo respeita o “direito inalienável à greve”, referindo, no entanto, que o país precisa menos de greves e mais de trabalho e rigor.

“Politicamente, o que posso dizer como primeiro-ministro, é que o país precisa menos de greves e mais de trabalho e de rigor, mas o direito à greve é inalienável e quem o fizer não faz mais que exercer esse direito inalienável”, declarou, no debate quinzenal na Assembleia da República, que ocorre na véspera da realização de uma greve geral.

O primeiro-ministro acrescentou que o Governo “nunca deixará de respeitar” o direito à greve e sublinhou que a regulamentação da lei da greve “tem sobrevivido no essencial” a vários governos.

Pedro Passos Coelho disse responder desta forma ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que, no início do debate, tinha feito uma referência aos “tempos sombrios” em que se “proibiu a greve por decreto”.

O primeiro-ministro defendeu ainda que o Governo “tem obrigação também de oferecer aos portugueses um horizonte de esperança que lhes permita pensar que os sacrifícios que estão a fazer têm significado”, defendeu.