Governo fiscaliza IGF e DGTF por causa dos swaps

Secretária de Estado do Tesourou revelou que foram pedidas auditorias internas às duas entidades.

Foto
Cortes nas pensões de reforma, não nas que estão em pagamento, mas no futuro, é o que prometem tanto a coligação de direita como o PS Fernando Veludo

“No final do mês de Maio pedi auditorias à IGF e à DGTF para perceber por que razão a informação foi reportada mas não foram identificados problemas”, avançou Maria Luís Albuquerque. Estes dois organismos, que são tutelados pelo Ministério das Finanças, são responsáveis pela divulgação de informação relacionada com o Sector Empresarial do Estado, mas não terão detectado os riscos associados aos swaps que foram subscritos.

De acordo com a secretária de Estado do Tesouro, as auditorias em curso servirão para perceber o que falhou nas análises e procedimentos da IGF e da DGTF, mas também para identificar os envolvidos na recepção e avaliação dos dados enviados pelas empresas públicas.

Já em Fevereiro Maria Luís Albuquerque tinha requerido uma auditoria às seis empresas públicas onde a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) detectou swaps especulativos: Metro de Lisboa, Carris, Metro do Porto, STCP, Egrep e CP.

Esta fiscalização esteve, aliás, na origem do afastamento de três gestores públicos que estiveram ligados à negociação e subscrição de contratos considerados tóxicos: José Silva Rodrigues (ex-presidente da Carris e que agora liderava a Metro de Lisboa/Carris), João Vale Teixeira (presidente da Egrep) e Paulo Magina (vogal da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública e ex-administrador da CP).

Este caso também já resultou na demissão de dois secretários de Estado: Paulo Braga Lino, da Defesa e ex-director financeiro da Metro do Porto, e Juvenal da Silva Peneda, adjunto do ministro da Administração Interna e ex-administrador da Metro do Porto e da STCP.