FIFA garante que nenhuma selecção quer sair do Brasil

Cancelar a Taça das Confederações nunca esteve em cima da mesa, diz o organismo que tutela o futebol mundial.

Têm havido várias manifestações junto aos estádios
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Têm havido várias manifestações junto aos estádios Reuters

Nem a FIFA quer cancelar a Taça das Confederações, nem a Itália quer abandonar a competição que está a decorrer no Brasil.

Depois das notícias que davam conta da possibilidade de o torneio não chegar ao fim por motivos de segurança e que pelo menos uma selecção queria abandonar o país, o organismo que tutela o futebol mundial garante que esse cenário nunca foi considerado, nem pela própria FIFA, nem pelo comité organizador local, nem pelo Governo federal.

“Estamos em contacto constante com todos os interessados, incluindo as equipas, que estão a ser actualizados quando a todos os procedimentos. Não recebemos quaisquer pedidos de selecções para abandonar o Brasil”, garantiu a FIFA em comunicado divulgado esta quinta-feira.

“Apoiamos o direito à liberdade de expressão, a partir do momento em que a mesma seja pacífica. Condenamos quaisquer formas de violência. Vamos continuar vigilantes a toda a situação e em contacto com as autoridades locais”, acrescenta o comunicado.

Segundo a imprensa brasileira, pelo menos duas selecções que participam neste torneio, que é visto como um ensaio para o Mundial do próximo ano, haviam manifestado a sua preocupação face à escalada de violência dos protestos nas cidades brasileiras e que uma delas, a Itália, teria mesmo dito que queria abandonar o país porque o futebol não se joga em “zona de guerra”.

A squadra azzurra, entretanto, também divulgou uma nota negando estas intenções, classificando as notícias como “estúpidas”.

Quinta-feira, em Salvador, que este sábado será palco do Itália-Brasil a contar para a última jornada do Grupo A, dois autocarros da FIFA foram apedrejados em frente ao hotel onde estão alojados os funcionários do organismo. Segundo revelou o jornal Folha de São Paulo, a FIFA terá mesmo aconselhado os seus funcionários a chegarem por volta das 9h00 da manhã aos estádios (os jogos são às 16h00 e 19h00), para evitarem os manifestantes.