Passos revela que Governo está a trabalhar para aliviar IRS até 2015 mas não se compromete

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Passos Coelho participa em Viena numa reunião do PPE

O primeiro-ministro nega divergências com Paulo Portas sobre a necessidade de desagravamento fiscal até 2015

O primeiro-ministro partilha a posição do seu parceiro de coligação sobre a necessidade de trabalhar para um desagravamento fiscal do IRS nesta legislatura, mas recusou fazer qualquer promessa nesse sentido.

Passos Coelho falava aos jornalistas, em Viena, à margem da sua participação na reunião do Partido Popular Europeu, e respondia à proposta de Paulo Portas para aliviar as famílias da carga de IRS até 2015.

"É para isso que estamos a trabalhar, não há nenhuma divergência. Sabemos que o país tem um nível de fiscalidade muito elevado", começou por dizer o primeiro-ministro, embora sem avançar com um compromisso.

"Eu não posso fazer essa promessa [descida do IRS na actual legislatura], porque se o dissesse aqui isso seria uma promessa que eu não sei se tenho condições para cumprir. Isso é o que eu gostaria que acontecesse e é para isso que estamos a trabalhar", declarou Passos Coelho.

Estabelecer um calendário e objectivos para avançar com desagravamento fiscal em sede de IRS na actual legislatura é uma proposta que o líder do CDS fez na sua moção global ao congresso do partido, marcado para o princípio de Julho.

Além de Paulo Portas, há outros dirigentes (como António Pires de Lima) e governantes do CDS (como Adolfo Mesquita Nunes), a pedir o fim da sobretaxa do IRS, no horizonte da actual legislatura, numa moção em que defendem a prioridade que o Governo deve dar à economia.

Ministros com agenda

Passos Coelho detalhou ainda os temas do Conselho de Ministros informal de amanhã. "Iremos fazer a nossa programação até ao final da legislatura e iremos abordar a situação política do país", disse o primeiro-ministro aos jornalistas. O outro tema que estará em cima da mesa na reunião em Alcobaça é a reforma do Estado.

Passos Coelho ressalvou que o Conselho de Ministros, que assinalará dois anos desde a tomada de posse do executivo, é informal, "o que significa que não tem uma ordem de trabalhos definida". Na quarta-feira, o ministro da Presidência, Marques Guedes, já havia dito que a reunião informal de ministros iria estabelecer prioridades para o resto do mandato. PÚBLICO/Lusa