Pelo menos 18 mil alunos do 12.º ano vão fazer exame de Português a 2 de Julho

Vão ter mais duas semanas para estudar. Ministro anuncia que mais de 76% dos alunos realizaram exame de Português e que 74% das escolas conseguiram que todos os alunos fizessem a prova.

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Nuno Crato Daniel Rocha

Ao início da tarde, o ministro da Educação anunciou que mais de 70% dos alunos fizeram o exame de Português marcado para esta segunda-feira, apesar da greve dos professores. Isto significa que pelo menos 20 mil alunos só farão a prova na nova data agora anunciada por Nuno Crato – 2 de Julho, o que lhes permite terem mais duas semanas para estudar. Os números foram actualizados ao princípio da noite: serão 18 mil os alunos do 12.º ano a fazer exame nessa data.

Em conferência de imprensa, e citando dados provisórios, Nuno Crato revelou que 73% das escolas conseguiram que todos os alunos fizessem os exames nacionais de Português. Para a prova estavam inscritos cerca de 75 mil alunos.

Mas ao início da noite, os números tinham mudado. Desta vez, coube ao secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário anunciá-los: 76% dos alunos realizaram a prova de Português e em 74% das escolas todos os estudantes conseguiram realizá-la. Portanto, cerca de 18 mil estudantes vão fazer o exame no próximo dia 2 de Julho.

Elogio aos "profissionais dedicados"
O ministro saudou, ainda assim, “a grande responsabilidade de directores e professores que, independentemente da sua opinião”, compareceram pelo “interesse dos alunos” e reforçou que demonstraram ser “profissionais dedicados”.

Sobre a data da nova prova, Nuno Crato explicou que procuraram “ir ao encontro de várias solicitações” no sentido de que “não se deveria sobrecarregar o rigoroso calendário de exames” já estipulado. Assim, o exame de Português será no dia 2 de Julho, às 9h30, depois de todas as provas da primeira fase, para não prejudicar os alunos “por razões que lhes são completamente alheias”.

Antecipando-se às perguntas dos jornalistas sobre os problemas levantados por sindicatos, pais e alunos em relação à equidade perante a existência de dois exames distintos, o titular da pasta da Educação garantiu que haverá um “rigoroso cumprimento na equidade da avaliação”, lembrando que todos os anos é preparado “um conjunto de exames com igual grau de dificuldade” e que depois é sorteado um. O exame de dia 2 de Julho será sorteado entre os que restaram.

“Em caso algum, esse novo exame poderá prejudicar os alunos que o realizem nesse dia”, insistiu o ministro. Questionado novamente sobre eventuais injustiças e diferenças, Crato reforçou que “os exames são feitos por equipas de profissionais que fazem um certo número de exames que tenham o mesmo grau de dificuldade e que incidam sobre questões semelhantes. Este exame que vai ser feito é um desses exames que estavam preparados para serem realizados”.

Provas com o mesmo grau de dificuldade
Quanto ao facto de a equidade estar ou não garantida quando há alunos que vão agora ter mais duas semanas para estudar Português do que outros, Crato optou por iludir a questão, respondendo assim: “ Há um ano de diferença entre os alunos que fizeram este ano a prova e os que fizeram o ano passado e nós trabalhámos para que as provas feitas este ano e no ano passado tivessem o mesmo grau de dificuldade”. 

Em relação a algumas alegadas irregularidades apontadas pelos sindicatos de professores, Nuno Crato afirmou que “o Júri Nacional de Exames está em cima de todas as potenciais ocorrências” e que, se for necessário, excepcionalmente, os alunos que tenham feito o exame desta segunda-feira em condições desiguais vão poder repetir a prova a 2 de Julho. Os alunos que fizeram a prova em condições normais não podem apresentar-se na repetição.

O ministro da Educação frisou, de novo, que não adiou a data do exame, como foi pedido por pais e sindicatos, porque “não foi possível obter um compromisso por parte dos sindicatos de que não houvesse mais greves” durante o período de exames que termina a 18 de Julho e que a tutela quis, assim, “evitar o jogo do gato e do rato”, que “seria totalmente prejudicial à estabilidade” do sistema educativo português.

Notícia actualizada dia 18/06/2013, às 11h31. Acrescentada informação com base na conferência de imprensa do secretário de Estado João Grancho.