PHotoEspaña 2013 abre portas para vermos o corpo

Dezenas de exposições abrem festival madrileno comissariado pela última vez por Gerardo Mosquera. Brasil será um dos novos destinos das propostas do PHotoEspaña

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Sbigniew Dlubak/© Archeology of Photography Foundation/A. Dlubak
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Marbella. Da série La playa, 1974 Colección Alcobendas. © Carlos Peréz Siquier.
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Espejo del cielo. Es Trenc, Mallorca, 1991 © Cristina García Rodero/VEGAP. Madrid, 2013/ Colección Alcobendas
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s/t (Poings), 1999 Manuela Marques/FNAC 03-231/© CNAP / photo : Galerie Anne Barrault, Paris
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Richardo, 1950 Robert Doisneau/© CNAP

A XVI edição do Festival de Fotografia e Artes Visuais PHotoEspaña foi oficialmente inaugurada esta quarta-feira, no Real Jardím Botánico, em Madrid. No último dos três anos de comissariado do cubano Gerardo Mosquera, o corpo ganha protagonismo enquanto representação erótica e política nas mais de 20 exposições da secção oficial.

Ao longo desta semana, repetem-se as inaugurações em dezenas de salas e galerias associadas ao festival que este ano, para além da representação habitual em Cuenca, alarga a sua presença a Salamanca e a Lanzarote. Mas não é tudo: fora das fronteiras espanholas, aquele que é um dos mais celebrados festivais de fotografia na Europa viaja agora até à República Checa, com uma exposição em Praga com dois consagrados fotógrafos espanhóis Leopoldo Pomés (Barcelona, 1931) e Carlos Saura (Huesca, 1932). Para o fim deste ano, já está prometido um PHotoEspaña em São Paulo, com algumas exposições desta edição a viajarem até à metrópole brasileira.

Com uma proposta temática que regressa a um dos temas canónicos da fotografia, o corpo humano, Mosquera propõe um leque de exposições que tenta dar conta da enorme variedade de abordagens criativas que se centram sobretudo nos campos erótico e político. O comissário-geral manteve a tónica num modelo de festival que aceita propostas curatoriais de diferentes proveniências geográficas, que este ano se centrou em países do leste europeu, como a Lituânia (Violeta Bubelyte), a República Checa (Frantisek Drtikol) ou a Polónia (Zbigniew Dlubak).

No Jardim Botânico, duas exposições colectivas celebram o eixo temático central do festival. Em Conocimiento es poder (até 28 de Julho), as obras de 14 artistas de oito países, entre os quais a portuguesa radicada em França Manuela Marques (prémio BESPhoto 2011), propõe reflexões sobre temas como a idade, o género ou a condição social para lembrar que o corpo também é um objecto ideológico. A mostra, organizada a partir da colecção do Centre National des Arts Plastiques, França, dá a ver nomes como Robert Doisneau, Jim Goldberg, Barbara Kruger e Boris Mikhailov.

A partir da ideia de que “o corpo não pode considerar-se apenas um espaço físico” e que a noção que temos dele “é resultado da nossa história pessoal e cultural”, a exposição El cuerpo revelado en los fondos de la Colección Alcobendas (até 28 de Julho), engloba 20 trabalhos daquela que é uma das mais importantes colecções de fotografia espanhola que começou a construir-se há mais de 20 anos. Estão incluídas imagens de Baylón, Castro Prieto, Toni Catany, Cristina García Rodero, Alberto García-Alix e Isabel Muñoz.

A data de encerramento do festival é 28 de Julho, mas muitas exposições permanecerão abertas até Setembro.