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O histórico serviço de música Napster chegou a Portugal

O lançamento em Portugal faz parte de uma expansão da plataforma para o mercado europeu.

O logotipo do Napster manteve-se até hoje
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O logotipo do Napster manteve-se até hoje Jeff Christensen/AFP

O Napster, que se tornou famoso como uma plataforma de partilha não autorizada de ficheiros, é o mais recente serviço de música a chegar ao mercado português, onde nos últimos meses se tem alargado o leque de ofertas deste género.

O serviço disponibiliza o acesso, em streaming, a 20 milhões de canções, por um preço de 9,95 euros mensais, após um período gratuito de 30 dias.

O modelo de preço único contrasta com o do Spotify, que se estreou em Portugal em Fevereiro, e que oferece dois patamares de preço (3,49 e 6,99 euros mensais), bem como uma modalidade gratuita em que a música é intercalada com publicidade. O Napster vem ainda concorrer com o Music Box, da PT, cujos preços variam consoante os outros serviços do grupo de que os utilizadores sejam clientes, numa mensalidade que pode chegar aos 6,99 euros.

Para além destes, tanto o iTunes como o Google Play Music, que chegou ao mercado português em Abril, vendem canções e álbuns, cujos ficheiros podem ser descarregados (o Google anunciou recentemente um serviço de streaming, mas este não está disponível em Portugal).

O lançamento em Portugal faz parte de uma expansão para o mercado europeu e o Napster, que foi integrado em 2011 na empresa americana Rhapsody International, passou também a estar disponível noutros 13 países desta região. Até aqui, o Reino Unido e a Alemanha eram os únicos países europeus em que o Napster operava.

O Napster nasceu em 1999, nos EUA (entre os fundadores estava Sean Parker, que mais tarde viria a ser o primeiro presidente do Facebook e uma das pessoas fundamentais no crescimento da rede social). Na altura, o Napster era uma plataforma de troca de ficheiros, que se popularizou pela partilha não autorizada de música.

No que acabou por se tornar um caso histórico, o Napster foi processado pelos representantes da indústria musical nos EUA e, por não conseguir cumprir uma decisão judicial que o obrigava a filtrar todo o conteúdo que violasse direitos de autor, acabou, em 2001, por encerrar a rede de partilha de ficheiros e tentar reinventar-se como um serviço de venda de música.

Ao longo da década passada, o Napster trocou várias vezes de mãos, até ser comprado pela Rhapsody, que já tinha uma plataforma de música.

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