PSD acusa Provedor de Justiça de se tornar "actor político"

O pedido do provedor de Justiça seguiu nesta terça-feira para o Tribunal Constitucional
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Provedor de Justiça defendeu eleições legislativas antecipadas Rui Gaudêncio

A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho acusou nesta sexta-feira o Provedor de Justiça de se ter "excedido no seu estatuto de imparcialidade" e pede que tire ilacções de se ter tornado um" actor político".

Foi a reacção dura da deputada social-democrata às declarações de Alfredo José de Sousa, que defendeu em entrevista à Antena 1 a antecipação de eleições legislativas a marcar em conjunto com as autárquicas do próximo Outono. 

"O Provedor de Justiça é um órgão independente, excedeu-se no seu estatuto de imparcialidade. Não é nem pode ser um actor político e uma oposição àqueles que fiscaliza", disse Teresa Leal Coelho aos jornalistas, no Parlamento. "O regular funcionamento das instituições está em causa", acrescentou. 

Questionada sobre se Alfredo José de Sousa se deveria demitir, a dirigente do PSD disse que "deve tirar as ilações em razão de se ter tornado um actor político parcial". 

O mandato de Alfredo de Sousa termina no próximo mês, o que leva a que PSD e PS se tenham de entender sobre um nome para o cargo, já que a eleição é realizada por maioria de dois terços de deputados. 
 

Na mesma linha de argumentação, o CDS também respondeu às declarações de Alfredo de Sousa. "Não me parece que as declarações sejam compatíveis com o cargo que ocupa", afirmou o deputado Hélder Amaral. O vice-presidente da bancada centrista referiu que o cargo é de "isenção e independência" e que ao CDS "não parece normal" as declarações que fez esta manhã. Questionado sobre se Alfredo de Sousa se deve demitir, o deputado defendeu também o Provedor de Justiça "tem de tirar as suas conclusões".