CGTP marca greve geral para 27 de Junho

UGT formaliza decisão na segunda-feira, mas sindicatos da função pública já se entenderam.

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Sindicatos juntam-se para uma greve na função pública. Enric Vives-Rubio

Além da greve, que juntará trabalhadores do sector público e do privado, o secretariado nacional  CGTP decidiu agendar também concentrações nas 18 capitais de distrito.

"Esta é uma greve geral de todos e para todas e também para mudar de política, para mudar de Governo e para promover eleições antecipadas", declarou o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acrescentando que, "se é verdade que o Presidente da República quer salvar o Governo, nós queremos, com esta luta, salvar o país".

Pouco antes de a CGTP ter anunciado a greve geral, a Federação Sindical da Administração Pública (FESAP), da UGT, emitiu um comunicado a marcar uma greve na função pública,  "convergindo assim com todas as organizações sindicais no sentido da realização de uma greve geral".

Este comunicado foi o resultado dos encontros das últimas semanas entre a FESAP, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (UGT) e acabou por concretizar a convergência entre as três principais estruturas da função pública.

"A unidade dos trabalhadores portugueses na prossecução de formas de luta mais duras assume-se hoje, talvez mais do que nunca, como uma premissa fundamental para forçar o Governo a alterar o rumo de uma política excessivamente marcada pela austeridade e por uma agenda ideológica que pretende privatizar serviços, destruindo o Estado Social e todas as expectativas de futuro da sociedade portuguesa", refere o comunicado.

Entretanto, a UGT deverá anunciar uma decisão às 18H de segunda-feira, depois das reuniões extraordinárias do secretariado nacional e do conselho geral. "No actual quadro político e social e com o anúncio de uma convergência para uma greve geral conjunta na Administração Pública, os dois órgãos sociais da UGT reúnem para analisar estas questões e deliberar outras formas de lutas a adoptar, nomeadamente o eventual alargamento a outros sectores em convergência com outras organizações sindicais", lê-se numa nota de imprensa enviada esta tarde pela UGT.