Álvaro Nascimento vai ser o novo chairman da Caixa Geral de Depósitos

Álvaro Nascimento, director da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, no Porto, vai ser o novo presidente não executivo (chairman) da Caixa Geral de Depósitos, apurou o PÚBLICO.

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O banco público vai ter um novo presidente Filipe Arruda

O economista do Porto substitui no cargo Faria se Oliveira, que na quarta-feira pediu renúncia. Ana Cristina Leal, José João Guilherme e Maria João Carioca são os novos gestores executivos.

O novo chairman é, actualmente, administrador não executivo do banco público e vai passar a integrar um dos dois mais altos cargos da CGD.

Álvaro Nascimento é considerado próximo do actual governador do Banco de Portuga (BdP), Carlos Costa. 

A entrada de Álvaro do Nascimento está englobada num processo mais amplo de recomposição da equipa directiva do banco público, de onde deverão sair os administradores Norberto Rosa (vice-presidente) e Rudolfo Lavrador.

Ana Cristina Leal, actual responsável pelo gabinete de Estudos do Banco de Portugal, é a nova administradora executiva da CGD. Tal como o PÚBLICO noticiou ontem este nome surge por “imposição” de José Matos (ex-BdP) e do governador do BdP, Carlos Costa, que “trabalhou” neste dossier em articulação com o CEO do grupo estatal.

Para alem de Álvaro Nascimento, o novo presidente não executivo da CGD (que substitui Faria de Oliveira que ontem resignou), e de Ana Cristina Leal, a nova Comissão Executiva será ainda integrada por José João Rodrigues, ex-administrador do BCP, e Maria João Carioca, da SIBS, informações já divulgadas ontem pelo PÚBLICO.

Hoje os directores da CGD vão encontrar-se com a Comissão Executiva, num almoço inédito que servirá para os gestores que estão de saída, o vice-presidente Norberto Rosa, e Rodolfo Lavrador, se despedirem dos colaboradores.  

Este processo foi conduzido pelo ministro das Finanças a pedido do primeiro-ministro. 

A Caixa Geral de Depósitos tem sido criticada por não estar a financiar a economia num período de forte contracção económica, embora os seus dirigentes reclamem que existe capacidade de financiamento, mas não há procura por parte dos investidores.