Mão robótica 3D ajuda crianças sem dedos

Dispositivo desenvolvido por um carpinteiro e um designer mecânico tem um preço estimado de 150 dólares

Face às inúmeras possibilidades de gerar objectos a partir de impressoras 3D, o avanço tecnológico permitiu chegar a um ponto que até há bem pouco tempo parecia inimaginável. É o caso da “Robohand”, uma prótese que promete facilitar a vida das pessoas a quem foram amputados os dedos das mãos.

A ideia partiu de Richard Van As, um carpinteiro sul-africano que viu os seus dedos amputados após sofrer um acidente de trabalho. Richard decidiu procurar parceiros e foi Ivan Owen, um designer mecânico americano, quem se dispôs a concretizar a prótese idealizada. A dupla desenvolveu um conjunto de dedos plásticos, posteriormente impressos com uma Makerbot Replicator 2.

Próteses para crianças e bebés

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Uma vez bem sucedidos, ambos acordaram em desenvolver uma mão para bebés que nasçam com síndrome de banda amniótica – uma doença congénita derivada do aprisionamento de partes do feto (como braços, pernas ou dedos).

O dispositivo protésico foi concebido com base em materiais como parafusos em aço inoxidável e cabos, que facilmente se encontram no mercado.

Com o crescimento da mão, a Makerbot imprime uma nova dimensão, sendo que as próteses mais antigas podem ser reutilizadas por outras crianças.

Os arquivos em 3D para a "Robohand" são de código aberto e estão disponíveis para impressão no site Thingiverse. O custo total deverá rondar os 150 dólares – ao invés dos milhares que custaria uma prótese dita convencional.

A primeira impressora 3D portuguesa

Já em Portugal, e a partir de Setembro, estará à venda a primeira impressora 3D, a Beethefirst, criada pela empresa Beeverycreative, que garante “materializar tudo o que a necessidade e a imaginação conceberem”, lê-se no comunicado de imprensa.

Os mentores, Francisco Mendes e Jorge Pinto, ainda não revelaram o preço, mas afirmam ficar abaixo dos dois mil euros.