Sócrates lembra ofensas arquivadas pelo MP a propósito da polémica Sousa Tavares-Cavaco

Antigo primeiro-ministro manifesta grande curiosidade no desfecho do caso.

José Sócrates garantiu compreender "muito bem" o silêncio de Seguro sobre o seu legado governativo
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Sócrates (aqui na primeira entrevista após o regresso a Portugal) aguarda autorização do juiz para conceder entrevista ao semanário Expresso enric vives-rubio

José Sócrates manifestou neste domingo muita curiosidade em saber como vai acabar a polémica entre Cavaco Silva e Miguel Sousa Tavares, que chamou “palhaço” ao Presidente que, por sua vez, apresentou queixa no Ministério Público.

No seu habitual comentário na RTP, o antigo primeiro-ministro revelou que a sua curiosidade se prende com o facto de, no passado, o Ministério Público “ter arquivado todas as queixas” de titulares de cargos públicos “por ofensas à honra e dignidade”.

“Se o Ministério Público decidir acusar Miguel Sousa Tavares tem de rever todos os seus critérios”, afirmou Sócrates.Embora salientasse as diferenças na lei em relação a ofensas a instituição Presidente da República e a outros titulares de cargos públicos, o antigo líder do PS lembrou que as ofensas à honra também são crime.

“No passado foi tudo arquivado”, acrescentou, admitindo que algumas queixas foram apresentadas por si.Sócrates estranhou também que muitos “tenham rasgado as suas vestes” no caso Cavaco-Miguel Sousa Tavares depois de no passado terem ficado calados.

“[No passado] existiram várias queixas que não foram acompanhadas pelo Ministério Público. (…) Espero que não tenha um duplo critério”, concluiu.