Universitários dizem que Acordo Ortográfico "não é uma questão de elites"

Alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, querem associações de estudantes a discutir tema.

Na FCSH, os alunos ainda não são penalizados se se recusarem a escrever teses com o novo acordo
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Na FCSH, os alunos ainda não são penalizados se se recusarem a escrever teses com o novo acordo Nuno Ferreira Santos

A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da Universidade Nova de Lisboa apresentou, quinta-feira, uma moção contra a utilização do Acordo Ortográfico de 1990. Entre outras acções, os estudantes pretendem tirar a discussão "às elites" e levá-la a todos.

“Queremos promover sessões de esclarecimento, debates e tentar chegar a outras associações de estudantes. Esta discussão não é uma questão das elites, queremos torná-la num debate transversal”, disse ao PÚBLICO a presidente da AEFCSH, Sofia Lisboa. 

De acordo com a estudante, pelo menos naquela instituição, para muitos docentes ainda é indiferente que os alunos usem ou não o novo Acordo Ortográfico. "As teses têm de ser escritas com as novas regras, mas não há penalizações caso os alunos se recusem a fazê-lo. Os professores que exigem que os alunos usem o acordo são a excepção à regra, até porque nesta faculdade há muitos activistas contra", informa. 

A moção acrescenta que o Acordo Ortográfico de 1990 "não respeita a origem nem a evolução natural da língua portuguesa" e que, embora seja imposto em vários serviços públicos, incluindo o ensino, ainda não está em vigor.