Professores acrescentam um dia à greve às avaliações

Greve às reuniões de avaliação dos alunos passa de quatro para cinco dias. Docentes também param a 17 de Junho, primeiro dia de exames nacionais.

Mário Nogueira reuniu hoje com membros do Governo sobre a mobilidade de professores
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Mário Nogueira reuniu hoje com membros do Governo sobre a mobilidade de professores Paulo Pimenta

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou nesta quinta-feira que será entregue amanhã o pré-aviso de greve geral dos professores contra a colocação em mobilidade especial. Para além dos cinco dias de paralisação que já tinham sido prometidos, Mário Nogueira disse que o protesto abrangerá mais um dia.

“O pré-aviso de greve vai ser entregue amanhã”, afirmou. O pré-aviso abrange os dias 11, 12, 13 e 14 de Junho, mas também o dia 7 de Junho, “uma vez que há reuniões de avaliação nesses dias — antes de dia 7 é ilegal, não pode haver” reuniões, explicou. O mesmo será feito pela Federação Nacional da Educação (FNE), que também hoje reuniu com os secretários de Estado da Administração Escolar e da Administração Pública sobre a mobilidade de professores. No pré-aviso que entregam amanhã está também incluída a data de 7 de Junho como primeiro dia da greve, anunciou o presidente da FNE, João Dias da Silva, no final da reunião.

Também para o dia 17 de Junho, primeiro dia de exames nacionais no ensino secundário, está prevista uma paralisação. Nove sindicatos já anunciaram que vão aderir, numa acção conjunta que não se verificava desde 2005.

Esta tarde, Nogueira disse que todas as razões para o protesto se mantêm, a julgar pelas reuniões que já se realizaram esta manhã, entre organizações sindicais e responsáveis governamentais. “E não é só a questão da mobilidade especial. É, por exemplo, o aumento do horário de trabalho”, referiu.

Notícia actualizada às 19h12: inclui posição da Federação Nacional da Educação (FNE)