Um jornalista e um técnico de rádio agredidos à saída do Estádio do Dragão

Dois profissionais da RDP sofreram ferimentos ligeiros, após agressão de adepto do FC Porto.

Dois jornalistas da RDP/Antena 1, um repórter e um técnico, agredidos depois do final do jogo de futebol FC Porto-Benfica, sofreram apenas "ferimentos ligeiros", disse à agência Lusa fonte do Hospital de Gaia.

Segundo Maria Grega, relações públicas do Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, os dois funcionários da Rádio Difusão Portuguesa (RDP) deram entrada nas urgências daquela unidade hospitalar “com ferimentos ligeiros” e deverão ter alta médica nas próximas horas.

Fonte da PSP também confirmou à Lusa ter recebido que a informação de que dois jornalistas da RDP foram agredidos à saída do jogo de FC Porto-Benfica, mas que ainda não chegou qualquer participação oficial das vítimas sobre as agressões.

Em declarações citadas pelo site do jornal Record, o jornalista da Antena 1 Fernando Eurico, um dos agredidos, juntamente com o técnico de som Manuel Augusto, descreveu a situação, que ocorreu quando se preparavam para sair à rua para recolher depoimentos de alguns adeptos.

"Uma situação inacreditável. Estava a colocar o equipamento para fazer a reportagem móvel no estádio, eu e o Manuel Augusto, quando fomos violentamente agredidos por um adepto. Depois, logo a seguir, vieram outros, que continuaram a agredir fisicamente e com insultos. Além disso, foram dando pontapés no carro, impedindo-nos de sair", descreveu o jornalista.

Fernando Eurico referiu ainda ter sido "uma situação absolutamente lamentável" e acrescentou: "O Manuel está todo 'rebentado' e eu também apanhei bastante. Pouco depois, fomos aconselhados por outros adeptos do FC Porto, esses bem mais calmos, a abandonar o local".

"É uma situação que faz repensar se vale a pena continuar a trabalhar nisto. É o reflexo dos adeptos que temos, neste caso um do FC Porto, que incendiou os ânimos. Trabalho há 25 anos nisto, sempre tive boas relações com toda a gente... Parecia um filme de terror!", concluiu.