PLMJ e Abreu escolhidas para assessorar privatização dos CTT

Arranque da venda do grupo estatal está agendado para o segundo trimestre deste ano.

CTT detectaram o extravio de várias encomendas postais ao longo dos últimos meses
Foto
Arranque da privatização do grupo está agendada para o segundo trimestre deste ano Pedro Cunha

A PLMJ e a Abreu & Associados foram as sociedades de advogados escolhidas pelos CTT para assessorar juridicamente o processo de privatização da empresa.

O grupo acaba de confirmar em comunicado, e depois de ter sido questionado pelo PÚBLICO sobre o tema nesta terça-feira, que já escolheu os assessores jurídicos da venda inscrita no programa de privatizações acordado com a troika.

No comunicado, os CTT referem apenas que "seleccionaram os escritórios PLMJ e Abreu & Associados como assessores jurídicos da empresa no processo de privatização em curso", acrescentando que "esta selecção decorreu de uma consulta a oito escritórios de advogados".

O arranque da venda do grupo estatal está agendado para o segundo trimestre de 2013, com o objectivo de concluir a operação ainda este ano. O calendário inicial apontava o lançamento da privatização para os primeiros três meses do ano, mas foi revisto no relatório da sexta avaliação das autoridades externas, conhecido em Janeiro.

Caberá à Parpública, grupo que gere as participações do Estado em empresas, escolher o assessor financeiro que vai dar apoio nesta privatização. A holding também escolherá um consultor jurídico.

No ano passado, os CTT registaram um recuo de 9,1% nos lucros, que passaram de 55,8 para 50,7 milhões de euros. Este abrandamento foi justificado, em parte, pela redução das receitas (que caíram 6,5% para 711,7 milhões). A actividade dos correios, que representa 67% dos proveitos do grupo, caiu 6,7%, mas a maior descida foi protagonizada pelo negócio das soluções empresariais, com uma descida de 10,4%.