APEL recusou convite de Pinto da Costa para fazer Feira do Livro no Dragão

Associação agradeceu disponibilidade do Futebol Clube do Porto, mas entende que já é tarde de mais para realizar a feira.

Futebol Clube do Porto pôs espaço junto ao estádio à disposição da APEL
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Futebol Clube do Porto pôs espaço junto ao estádio à disposição da APEL Fernando Veludo/Arquivo

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) agradeceu nesta sexta-feira ao presidente do Futebol Clube do Porto a oferta do estádio para realizar a Feira do Livro do Porto, mas reiterou a anulação do evento em 2013.

“Só tenho a agradecer a disponibilidade que ele [Pinto da Costa] teve para que a Feira do Livro se realizasse no espaço junto ao Estádio do Dragão, mas não vamos aceitar, porque o timing está ultrapassado”, confirmou à Lusa, em entrevista telefónica, o presidente da APEL, João Alvim.

“Foi ele próprio [que me ligou] e achei de extrema simpatia, agora isto não resolve o problema todo (...), porque é preciso tempo, é preciso de facto encontrar o financiamento [75 mil euros] e é preciso encontrar um entendimento de tudo aquilo que se vai fazer”, acrescentou o presidente da APEL.

João Alvim confirmou que houve “várias entidades, públicas e privadas, que demonstraram a sua disponibilidade para viabilizar uma feira do livro”, designadamente o Futebol Clube do Porto, contudo reafirmou que “se perdeu o comboio” e que “o timing está ultrapassado”.

A APEL asseverou, todavia, que quer continuar a fazer a Feira do Livro no Porto, mas lembra que “existem custos" a suportar "anualmente”. "A APEL vê com todo o interesse manter-se no Porto a organizar a feira do livro. Agora, para a organizar tem de ter condições para isso (...), estamos a falar de custos muito elevados (...), manutenção dos stands, a montagem dos stands, o armazenamento, a organização do evento, a dinamização cultural”, exemplificou João Alvim.

A APEL cancelou em Abril a edição de 2013 da Feira do Livro no Porto por considerar que não existiam as condições financeiras necessárias e que tinham sido acordadas no passado com a Câmara do Porto.