PS pede "clarificação urgente" de Passos sobre propostas socialistas

Hipotéticas explicações do chefe de Governo serão um elemento importante na ponderação do PS sobre se se aceita ou não reunir com o Governo.

PS ainda não decidiu se aceita convite do Governo para uma reunião
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PS ainda não decidiu se aceita convite do Governo para uma reunião Daniel Rocha

O primeiro-ministro disse nesta segunda-feira que o Governo não deixará de olhar para as propostas do PS. Ontem, Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, afirmou que a alternativa socialista é "demagógica", no encerramento do congresso do PS. Na reacção, o porta-voz socialista João Ribeiro pede uma "clarificação urgente" a Passos Coelho.

“Hoje ouvimos o líder do PSD na qualidade de primeiro-ministro mostrar disponibilidade para estudar as propostas do PS. Mas, ontem [domingo], o líder do grupo parlamentar do PSD qualificou as propostas do PS de demagógicas”, afirmou ao PÚBLICO João Ribeiro, porta-voz do PS.

O convite do Executivo, que está “totalmente disponível” para debater o documento Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial 2013/2020, aprovado na semana passada em Conselho de Ministros, esbarrou hoje nesta exigência do PS, que pede assim uma clarificação urgente do primeiro-ministro sobre a posição do Governo relativamente às propostas dos socialistas.

Ao PÚBLICO, João Ribeiro adiantou que “essa clarificação é um elemento importante para juntar à análise que o PS está a fazer à carta do Governo”. E será a clarificação dessa “contradição” que levará ou não o PS à mesa da reunião com o Governo.

Na carta, remetida pelo gabinete do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, e que deu entrada na sede do PS na quarta-feira, é referido que o Governo está disponível para um debate “amplo e sério” e para a recepção de propostas dos partidos no quadro “limite do cumprimento das obrigações internacionais que vinculam o Estado português”.

No congresso do PS, realizado no fim-de-semana em Santa Maria da Feira, o secretário-geral, António José Seguro, remeteu uma resposta dos socialistas para o decorrer desta semana. Já o dirigente Miguel Laranjeiro afirmou que a carta chega com “dois anos de atraso”.