Cientista portuguesa inventou teste rápido ao grupo sanguíneo

For a Better World é o nome da solução tecnológica inventada por uma cientista da Universidade do Minho, que em poucos minutos identifica o grupo sanguíneo.

O teste ao sangue demora no máximo cinco minutos
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O teste ao sangue demora no máximo cinco minutos PHIL NOBLE

Uma investigadora da Universidade do Minho inventou um dispositivo portátil que permite em poucos minutos detectar o grupo sanguíneo da pessoa analisada, tendo sido seleccionada para participar na maior competição tecnológica mundial dirigida a estudantes do ensino superior.

Ana Ferraz, aluna de doutoramento na Universidade do Minho, ganhou a final nacional da edição 2013 da Microsoft Imagine Cup e irá representar Portugal na final internacional que decorrerá em São Petersburgo, na Rússia, entre 08 e 11 de Julho.

“O procedimento demora no máximo cinco minutos, tem baixo custo e é adequado a situações de emergência. É um sistema bastante pequeno, fácil de transportar e que pode ser usado em diferentes serviços hospitalares, em qualquer ambulância ou até no local do acidente”, explicou a investigadora à Lusa.

“A aplicação desenvolvida pode estar no telemóvel, num tablete ou num PC, de onde se envia a mensagem para qualquer laboratório com o resultado do teste”, disse ainda Ana Ferraz, acrescentando que, além de detectar o grupo sanguíneo, o dispositivo dá informações rigorosas que podem auxiliar os profissionais de saúde em situações de emergência, reduzindo os riscos de incompatibilidade e erro humano, nomeadamente em situações de transfusão.

“Gostaria de arranjar investidores e poder avançar com a produção deste sistema, criar uma empresa em Portugal, criar postos de trabalho, assegurando também o meu futuro”, sublinhou a investigadora, que disse estar confiante de que a sua participação na final mundial das olimpíadas de software, na Rússia, lhe possa trazer vantagens a este nível.

For a Better World é o nome desta solução tecnológica que Ana Ferraz começou a desenvolver ainda na licenciatura, no Instituto Politécnico do Cávado e Ave. Além de rápida e portátil, esta invenção não representa grandes custos: segundo Ana Ferraz, o protótipo custou-lhe “apenas 130 euros”.

 
 

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