Reunião não apagou divergências entre PS e Governo

Seguro diz que encontros com troika e Governo não trouxeram "nada de novo, no essencial".

Seguro não vai colaborar com o Governo
Foto
Seguro não vai colaborar com o Governo Rui Gaudêncio

António José Seguro afirmou nesta quarta-feira que, “no essencial, não houve nada de novo” nas reuniões com Governo e com os membros da troika e que o PS continua a divergir do executivo nos caminhos para superar a crise. "Não houve possibilidade de corrigir a via da austeridade", rematou.

Embora não tenha afirmado claramente, o líder socialista deixou perceber que não houve nenhuma aproximação para o PS colaborar com o Governo nas medidas para superar a crise.

Sobre o convite de Pedro Passos Coelho, Seguro deu a entender que o via como uma "iniciativa pontual", com uma intenção escondida: "Quando há uma dificuldade, o primeiro-ministro chama o PS", disse. E acrescentou não estarem previstas ou marcadas mais reuniões com o Governo.

Em declarações na sede PS, no lisboeta Largo do Rato, Seguro reafirmou a divergência em relação às políticas de austeridade e que não aceita “medidas que desmantelem o Estado social”. Afirmou ainda que o PS continua a assumir os seus compromissos para pagar a dívida, mas diverge das propostas do Governo.

O secretário-geral diz que o país ficou surpreendido com o convite do Governo para se reunir com os socialistas, “depois de ter fechado as portas" às propostas dos socialistas. Para Seguro, a convocação desta reunião mostra "uma mudança de atitude" do Governo, mas lamentou que não exista uma mudança de política. "O primeiro-ministro recusou todas as nossas propostas", acrescentou.