Seguro garante 99% dos delegados ao Congresso do PS

O actual líder levará ao Congresso 1702 delegados, contra os 12 do concorrente Aires Pedro.

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Seguro foi reeleito com 96% dos votos Daniel Rocha

A diferença entre as duas candidaturas à liderança do PS é ainda mais expressiva na eleição dos delegados ao Congresso que se realiza daqui a duas semanas

O secretário-geral do PS, António José Seguro, obteve 96% dos votos nas directas realizadas neste sábado no PS. Quando faltavam apurar apenas 54 do total de 790 secções de voto, a Comissão Organizadora do Congresso, revelou que o líder reeleito obteve 24 843 votos, contra os 892 votos do concorrente, Aires Pedro.

Ao nível dos delegados, a expressão da vitória de Seguro foi ainda maior. O actual secretário-geral vai levar a Santa Maria da Feira 1702 delegados, o que representa 99,3% do total. Aires Pedro conseguiu eleger 12 delegados, o que representa 0,7% do universo. Faltam ainda distribuir 88 delegados, das secções onde a contagem ainda não foi fechada. Pelas contas feitas pela COC, votaram mais de 62% dos militantes. Quase 27 mil dos 43 mil com capacidade eleitoral.

Ainda antes deste anúncio da COC, o secretário-geral do PS, António José Seguro, assumiu a sua reeleição no PS com cerca de 96 por cento de votos como um “voto de confiança” dado pelos socialistas “num momento difícil para um ciclo eleitoral muito exigente”.

O actual líder do principal partido da oposição aproveitou assim as directas para – conforme referiu por mais de uma vez – se apresentar como o próximo e legítimo candidato do PS às eleições para a Assembleia da República. Caracterizou as directas como o “último acto antes das próximas legislativas” e garantiu que tudo fará para “que as nossas [do PS] sejam colocadas à disposição do nosso país”.

Tal como fez nos últimos dias, já não fez nenhuma referência directa à necessidade de eleições antecipadas, optando por frisar antes a urgência de “mudar rapidamente esta página da nossa vida”. “Vencer a crise é meu compromisso”, disse Seguro na sede do PS, em Lisboa, na iniciativa “Os jovens e o futuro”.

Sobre os recentes acontecimentos políticos, fez questão de marcar a diferença em relação ao Governo quando questionado sobre a carta enviada pelo primeiro-ministro  à troika. “Para mim, a solução não é o caminho da austeridade”, começou por dizer, antes de defender a “criação de oportunidades” no país. “O nosso país está a ganhar musgo porque o investimento está a cair”, afirmou.

Nas últimas eleições directas, em Julho de 2011, António José Seguro derrotou o ex-líder parlamentar socialista Francisco Assis, obtendo 23900 votos contra 11280, mais de dois terços dos votos.