Custos do trabalho em Portugal baixam em 2012

Em 2012, o custo médio por hora trabalhada caiu para os 12,2 euros, menos de metade da média europeia.

Portugal foi uma das excepções ao aumento dos custos do trabalho na União Europeia
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Portugal foi uma das excepções ao aumento dos custos do trabalho na União Europeia Foto: Nelson Garrido

O custo do trabalho por hora em Portugal baixou 20 cêntimos no ano passado, em comparação com 2011. Foi a segunda maior queda na União Europeia (UE), a par de Espanha e apenas superada pela Grécia. Nos restantes países os custos aumentaram, divulgou o Eurostat nesta quarta-feira.

De acordo com o gabinete de estatísticas europeu, o custo do trabalho médio (excluindo agricultura e administração pública), por hora, em Portugal, fixou-se nos 12,2 euros, abaixo dos 12,4 registados entre 2011 e 2009 e em linha com o valor observado em 2008.

Portugal continua abaixo da média. O custo por hora trabalhada apurado para 2012 era quase metade dos 23,4 euros praticados na zona euro e menos de metade da média da União Europeia (28 euros).

A redução verificada em Portugal é igual à registada em Espanha (onde o custo do trabalho baixou de 21,2 euros por hora para 21) e foi apenas superada pela queda verificada na Grécia (recuo de 1,3 euros, de 16,2 para 14,9 ).

Portugal, Espanha e Grécia foram os únicos países na UE que registaram descidas nos custos laborais de 2011 para 2012. No mesmo período, os restantes Estados-membros registaram subidas, à excepção da Eslovénia, onde o custo do trabalho por hora se manteve nos 14,9 euros.

No conjunto da UE, os custos laborais por hora aumentaram de 23 euros em 2011 para 23,4 em 2012, enquanto na zona euro subiram de 27,5 para 28 euros.

Em 2012, os custos laborais mais elevados foram verificados na Suécia (39 euros por hora) e na Dinamarca (38,1), enquanto os mais baixos pertenceram à Bulgária (3,7) e à Roménia (4,4).

Entre 2008 e 2012, o custo laboral por hora em Portugal aumentou 0,4%. No mesmo período, na zona euro, foi registada uma subida de 8,7% e na UE um crescimento 8,6%.

As estatísticas produzidas pelo Eurostat abrangem as empresas com mais de dez trabalhadores e têm em conta os salários e as contribuições que os empregadores pagam para a Segurança Social.