Movimento cívico contesta candidatura de autarca de Gouveia à Câmara da Guarda

Álvaro Amaro, do PSD, cumpriu três mandatos na autarquia de Gouveia e candidata-se agora à Guarda. Movimento Revolução Branca vai interpor uma providência cautelar.

Paulo Romeira é o presidente do Movimento Revolução Branca
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Paulo Romeira é o presidente do Movimento Revolução Branca Fernando Veludo/NFactos

O Movimento Revolução Branca (MRB) garantiu nesta segunda-feira à noite que vai avançar com uma acção judicial para impedir o actual presidente da autarquia de Gouveia de se candidatar, pelo PSD, à Câmara da Guarda nas próximas eleições.

O PSD/Guarda anunciou que vai apresentar Álvaro Amaro

 à Câmara da Guarda nas eleições autárquicas deste ano. Amaro não se pode recandidatar à câmara de Gouveia devido à lei de limitação de mandatos.

Em declarações à Lusa, o presidente do MRB, Paulo Romeira, foi peremptório: “Temos de ser coerentes connosco próprios e não nos resta outra alternativa senão, em tempo oportuno, avançar com uma providência cautelar para impedir esse autarca de se candidatar”.

Para o presidente do MRB, “o PSD, neste momento, entrou por um túnel e não sabe como é que há-de sair dele e a única fuga é para a frente”.

“Nós, como somos teimosos – aliás têm sido essas as provas que temos dado ao longo destes últimos tempos em que temos desenvolvido diversas actividades – acompanhamos o PSD até onde eles quiserem ir. Pelos vistos vai ser até ao Tribunal Constitucional conforme eles já trataram de avisar”, referiu.

O MRB interpôs sete acções populares para impedir candidaturas de autarcas do PSD, sendo as mais mediáticas a do actual presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, à Câmara de Lisboa, e a do autarca de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, à vizinha cidade do Porto. No caso de Seara, o Tribunal Cível de Lisboa deu razão ao movimento.

O anúncio do candidato social-democrata à autarquia da capital de distrito foi segunda-feira à noite feito em conferência de imprensa por Júlio Sarmento, líder distrital do PSD/Guarda, que considerou que o escolhido é “um candidato ganhador”.

Quando questionado sobre a possibilidade de os tribunais não aceitarem a candidatura de Álvaro Amaro, o líder do PSD/Guarda respondeu que esse facto “está equacionado, mas não se vai colocar”.

“Risco político era o PSD apresentar um candidato frágil e sem experiência”, declarou, referindo que não há risco “quando se quer correr para ganhar”.