Cada dia de greve custa 2,5 milhões às transportadoras públicas

Secretário de Estado dos Transportes estima que seja este o valor a suportar com perda de receitas e custos extraordinários.

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Comboios suprimidos: dor de cabeça para os utentes, sem explicações cabais Enric Vives-Rubio

As transportadoras públicas têm enfrentado sucessivas greves desde 2011, na sequência das medidas impostas pelo executivo e previstas no plano estratégico para o sector, entregue em Novembro de 2011 à troika. Os protestos estão agora suspensos, nomeadamente na CP e na Refer, uma vez que os sindicatos acordaram negociar com as administrações destas duas empresas, cancelando as paralisações previstas até ao final de Abril.

Na CP, por exemplo, a operadora calcula que mais de 30 mil comboios tenham sido suprimidos em 2012, fruto de greves. E o próprio secretário de Estado dos Transportes tem usado os protestos dos trabalhadores para justificar a abrupta queda de passageiros no sector, da qual não se poderá dissociar também os aumentos tarifários e a redução da mobilidade das pessoas, fruto do desemprego.

O actual Governo iniciou no final de 2011 uma reestruturação profunda do sector, que passa por uma drástica redução dos custos operacionais e por um emagrecimento dos quadros de pessoal, incluindo ainda fusões e a venda de concessões a privados, a concluir até ao final deste ano.